Nota Para o Líder de Classe
Tome alguns minutos para revisar a importância do livro de Daniel. Peça para vários alunos explicarem o que eles aprenderam na aula anterior.
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Tome alguns minutos para revisar a importância do livro de Daniel. Peça para vários alunos explicarem o que eles aprenderam na aula anterior.
Esse capítulo mostra uma visão de quatro animais monstruosos e outros detalhes. Os animais representam uma série de grandes reinos.
Lembre-se, essa passagem descreve os mesmos reinos como a visão de Daniel 2, com detalhes diferentes.
Primeira Besta: Leão com Asas
As asas foram removidas, o leão se levantou como um homem e recebeu um coração humano. Se este é o reino da Babilônia, a mudança que aconteceu para o leão pode se referir a transformação de Nabucodonosor.
Segunda Besta: Urso
Os medos e persas conquistaram o Império Babilônico no ano 538 a.C. Dario foi um medo estabelecido como governador da Caldéia sob o rei persa Ciro, o qual foi o imperador real. Ciro foi considerado um libertador por muitos dos babilônios, os quais estavam infelizes com a negligência de Nabonido, seguidor da religião de Marduque. Ciro decretou que fosse permitido aos judeus retornarem a sua pátria (Esdras 1), em cumprimento da profecia feita por Isaías (Isaías 41:2, 25, Isaías 46:11, Isaías 48:15) 150 anos antes.
Terceira Besta: Leopardo com Quatro Asas e Quatro Cabeças
O Império Grego derrotou o Império Medo-persa em 330 a.C. Ele foi estabelecido por Alexandre, o Grande. O império foi dividido entre os seus quatro generais quando ele morreu em 323 a.C.
Quarta Besta: Um Monstro com 10 Chifres
Essa besta tinha dentes de ferro, correspondendo a parte de ferro da estátua. Roma foi o império depois da Grécia. Também tinha garras de bronze (19), combinando características do império grego anterior. Roma derrotou a Macedônia, um poder sobrevivente da Grécia, em 196 a.C.
Não houve uma quinta besta para corresponder a quinta parte da estátua, mas a partir dos dez chifres da quarta besta veio um outro chifre, que se tornou um grande rei. Se os 10 chifres são comparados a Apocalipse 17:12, pode ser que esse rei seja do reino antigo de Roma.
O Termo Anticristo
O termo é usado em 1 João 2:18, referindo-se às profecias de uma pessoa chamada anticristo. João continua dizendo que já havia muitas pessoas opondo-se a Cristo, mas isso não contradiz a suposição de que um anticristo em particular viria no futuro. Alguns estudiosos acreditam que essa pessoa é o homem em 2 Tessalonicenses 2:3-4, o qual exige adoração no templo, que coloca “o sacrilégio terrível” mencionado por Jesus em Mateus 24:15, previsto em Daniel 8:25 que irá se opor ao Messias, e a besta em Apocalipse 13:4-8 que governa por três anos e meio e exige adoração de todo o mundo.
► Um aluno deve ler Daniel 7:9-14, 22 e 27 para o grupo. Perceba como esses versículos novamente expõem o tema principal de Daniel.
Algumas observações:
Versículo 9: A visão de Deus é similar a visão de Cristo em Apocalipse 1, com referência ao cabelo branco e ao fogo.
Versículo 10: O enorme número de servos é um sinal de majestade e poder.
Versículo 12: Os reinos antigos continuaram a existir, embora tenham perdido o seu poder.
Versículo 13: Essa referência ao “filho do homem” deve ser de onde Jesus extraiu a expressão.
Versículo 14: O tema de Daniel é repetido aqui: o reino de Deus é total, final e eterno.
Versículo 25: Um rei em particular irá tentar reverter toda autoridade estabelecida para trazê-la a si mesmo. Ele irá blasfemar contra Deus, como descrito em Apocalipse. O seu controle irá durar três anos e meio. Compare o uso da palavra tempo em Daniel 4:16, onde significa “ano”.
Esse capítulo fornece mais detalhes sobre a transferência de poder de um império ao outro e descreve as ações de um futuro rei específico.
Um carneiro tinha dois chifres, e então, foi derrotado por um bode com um chifre. Depois do bode se tornar grande, o chifre foi quebrado e outros quatro chifres tomaram o seu lugar. O carneiro é o Império Medo-Persa (20), e o bode é o Império Grego (21). Os quatro chifres são os quatro generais que dividiram o império (22).
De um dos quatro chifres, surge um pequeno chifre (9). A pessoa representada pelo pequeno chifre exalta a si mesma aos céus e faz com que parem os sacrifícios no templo. Um período de três anos e meio passa antes do templo ser purificado e os sacrifícios começarem novamente.
Antíoco foi um rei que descendeu de um dos quatro generais de Alexandre, o Grande. Ele considerou a si mesmo um deus e exigiu adoração. Ele sacrificou um porco no altar de Jerusalém para profaná-lo e parar a adoração ali. Os judeus lutaram contra ele, começando em 168 a.C. Antíoco morreu na guerra, e os judeus se tornaram uma nação independente de novo. A guerra durou três anos e meio, e então, eles purificaram o templo e começaram a sacrificar novamente.
Princípio para Interpretação Bíblica
As profecias podem ser cumpridas mais de uma vez, e os cumprimentos tardios são mais completos que os iniciais. Por exemplo, Antíoco cumpriu muitas das previsões em Daniel 7, porém Jesus falou do cumprimento como sendo ainda futuro (Mateus 24:15).
A profecia de Daniel foi obviamente cumprida por Antíoco, mas não em todos os detalhes. Jesus falou dessa profecia como sendo ainda no futuro (Mateus 24:15). O Apóstolo Paulo parece se referir a mesma profecia em 2 Tessalonicenses 2:3-4. Daniel disse que essa pessoa se oporia ao Messias (Daniel 8:25). Aparentemente, Antíoco foi um cumprimento, mas haverá um maior cumprimento no fim dos tempos.
Ao estudar, Daniel descobriu que o cativeiro deveria durar 70 anos. Aquele tempo havia passado, portanto, ele orou pela restauração de Jerusalém.
A oração de Daniel é uma oração de arrependimento como um representante do seu povo. É um modelo maravilhoso de verdadeiro arrependimento.
► Um aluno deve ler Daniel 9:4-19 para o grupo.
A oração de Daniel contém os seguintes elementos:
1. Nós pecamos (pecamos, cometemos iniquidade, fizemos maldade, nos rebelamos, não demos ouvido, transgredimos, desobedecemos, partimos). Veja os versículos 5-11.
2. Nós sabíamos bem (portanto, a punição é totalmente merecida). Em nenhum lugar a oração de Daniel dá alguma desculpa para o pecado. Veja os versículos 5, 6, 10, 11, 12 e 13.
3. Deus é justo em todas as Suas ações. Veja os versículos 7 e 14.
4. Deus pode libertar. O versículo 15 se refere a grande libertação do Egito e diz que Deus pode fazer de novo.
5. O apelo não é com base no mérito humano, mas na misericórdia de Deus (18).
6. O objetivo não é apenas a misericórdia, mas a glória de Deus (16-19).
Uma oração genuína de arrependimento deve incluir esses elementos. Uma pessoa que nega o seu pecado, cria desculpas ou pensa que merece algo de Deus não entende a seriedade do seu pecado e não está completamente arrependida.
A oração também nos dá instruções para a pregação do evangelho. Quando pregamos sobre arrependimento, nós devemos explicar o arrependimento genuíno, para que os nossos ouvintes busquem a Deus adequadamente.
► Qual mal-entendido comum sobre arrependimento você já observou?
Gabriel foi enviado para explicar mais dos planos de Deus para a restauração (versículos 24-27). Todo o processo levaria 70 “semanas”. O versículo 24 lista o que será realizado. Isso não é simplesmente para uma renovação da provação de Israel, para inevitavelmente terminar em derrota, assim como nos ciclos de juízes. Isso era para ser o fim do pecado: uma expiação completa para a reconciliação dos pecadores com Deus e a unção do Messias para o Seu eterno reino.
As 70 semanas não acontecem todas sem interrupção. Existem 7, e então 62. Naquele ponto a morte do Messias ocorre. Então, existe uma longa espera até os últimos 7.
Existem pelo menos duas interpretações diferentes dos versículos 26-27.
1. O “príncipe que virá” é o anticristo, o qual irá destruir Jerusalém e o templo. Ele irá fazer uma aliança com Israel, mas depois irá quebrá-la no meio do período dos sete anos. Ele fará uma abominação, a qual irá fazer parar a adoração no templo. Nós podemos entender que um “7” é sete anos, porque o versículo 27 nos diz que o sacrifício termina no meio do período de 7. Nós sabemos a partir do capítulo 12:11 que o sacrifício cessou por 3 anos e meio.
2. O “príncipe que virá” é o Messias, como mencionado nos versículos 25-26. Os cristãos, pela propagação do evangelho, irão considerar Jerusalém e o templo como sem importância. O ministério de Jesus foi de três anos e meio. A cruz de Jesus é a abominação (assim considerada pelos judeus), que cessa a adoração no templo. Os últimos 3 anos e meio não são uma medida literal, mas os séculos do ministério da igreja.
Nota para o líder de classe: O grupo deve brevemente comparar e discutir as duas interpretações. Mais informações sobre essa questão serão analisadas na lição sobre a tribulação.
A previsão desse capítulo foi para um futuro distante (1).
O anjo explicou que a resposta de Deus foi atrasada por causa da resistência dos espíritos malignos.
Existem anjos maus chamados de Príncipe da Pérsia (13) e Príncipe da Grécia (20). Miguel é o anjo que defende Israel (Daniel 10:13, Daniel 12:1).
► Um aluno deve ler Daniel 11:1-4 para o grupo.
O versículo 2 foi cumprido por Xerxes, o quarto rei persa de sua dinastia. Ele foi um rei extremamente rico que uniu forças contra a Grécia no ano 480 a.C., mas perdeu a guerra. Ele é o rei que é chamado Assuero no livro de Ester.
Os versículos 3-4 podem se referir a Alexandre o Grande, da Grécia. Ele não lutou com Xerxes, mas derrotou reis persas posteriores. O reino foi dividido entre os seus quatro generais depois da sua morte, em vez de ser dado aos seus descendentes.
[1]O capítulo descreve vários conflitos entre reis. Muitas dessas profecias foram cumpridas nos tempos antigos. Não é necessário para nós interpretarmos todos os detalhes no capítulo.
► Vejam o versículo 31 todos juntos.
O versículo 31 menciona a abominação que seria colocada no templo, provavelmente um ídolo. Os versículos 21-45 falam sobre o rei que irá colocar a abominação. Muitas dessas passagens foram cumpridas por Antíoco Epifânio, mas o anticristo pode ser o cumprimento final dos detalhes nos versículos 31 e 36-39 (Mateus 24:15). O rei não irá seguir nenhuma religião estabelecida, mas exaltará a si mesmo acima de todos os deuses. Ele não terá mulher, pois parecerá estar acima da humanidade. Ele irá adorar a um deus de poder que os seus antepassados não serviram.
“A Palestina é, sem dúvida, um palco da ação divina. Mas toda a terra e os céus são o cenário dos atos finais de Deus nesta era. O ponto para o qual a história se move é o ponto culminante do reino de Deus.”
- Roy Swim,
Comentário Bíblico Beacon
► Um aluno deve ler Daniel 12 para o grupo.
Essas profecias definitivamente apontam para os últimos dias. O versículo 2 fala da ressurreição dos mortos. O versículo 3 fala da glória eterna.
Períodos de tempo de aproximadamente 3 anos e meio são mencionados em conexão à abominação da desolação (7 e 11).
As profecias do livro de Daniel estão seladas até o fim (4, 9), o que implica que elas não podem ser completamente compreendidas até que eventos previstos estejam próximos. O próprio Daniel disse que ele não compreendeu tudo (8).
Durante esses eventos muitas pessoas serão testadas e purificadas, enquanto os maus irão continuar em maldade (10).
O versículo 10 declara um propósito da escatologia: o mau não irá compreender o que está acontecendo, mas os sábios irão compreender. Aqueles que conhecem a Palavra de Deus irão reconhecer o cumprimento das profecias e irão ser fortalecidos em sua fé.
► Se você estivesse vivo durante o tempo que essas profecias fossem cumpridas, que diferença faria saber sobre elas?
1. Tarefa Escrita: Escreva de forma breve o que os seguintes elementos representam no livro de Daniel: leão, urso, leopardo, carneiro, bode e a besta de dez chifres.
2. Tarefa de Leitura: Antes da próxima aula, leia Apocalipse 1-5 atentamente.
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Visão geral do curso
O Valor da Escatologia
Lesson 1
Profecias Cumpridas e Israel
Lesson 2
Introdução à Escritura Apocalíptica
Lesson 3
Os Grandes Temas da Escatologia
Lesson 4
O Discurso das Oliveiras
Lesson 5
Daniel (Capítulos 1-6)
Lesson 6
Daniel (Capítulos 7-12)
Lesson 7
Apocalipse (Capítulos 1-5)
Lesson 8
Apocalipse (Capítulos 6-22)
Lesson 9
O Milênio
Lesson 10
A Grande Tribulação
Lesson 11
O Arrebatamento
Lesson 12
A Questão do Sofrimento
Lesson 13
Uma Visão Cristã Sobre a Perseguição
Lesson 14
A Previsão de Uma Nova Terra
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