Você pode pedir a dois ou três alunos para compartilharem o que eles escreveram nas tarefas da Lição 1.
Como um exercício de revisão opcional, você pode ler algumas das passagens da Bíblia que estão na seção “Razões para Estudar as Profecias Bíblicas” (da Lição 1) e pedir aos alunos para darem a razão baseada em cada passagem. Por exemplo, leia Apocalipse 1:3, e então pergunte: “Quais razões essa passagem nos dá para estudar as profecias?”
Esta lição tem duas partes. A primeira é sobre o significado das profecias cumpridas. A segunda parte descreve a história de Israel e as profecias sobre Israel, que muitos estudiosos consideram importantes para a escatologia.
Este curso é um estudo do que a Palavra de Deus revela sobre o futuro. Esta lição irá estudar brevemente algumas profecias cumpridas, porque elas mostram como a profecia foi importante no passado.
A Bíblia faz algumas declarações sobre como nós devemos pensar sobre as profecias.
► Um aluno deve ler Isaías 46:9-10 e Isaías 48:3, 5 para o grupo. O que esses versículos nos mostram sobre a importância das profecias cumpridas?
Deus mostra que Ele pode decidir o que irá acontecer e Ele pode fazer acontecer. As profecias cumpridas mostram o controle de Deus.
Algumas vezes, Deus disse o que iria fazer antes de fazer, pois assim, as pessoas saberiam que isso aconteceu pelo Seu poder e não pelo poder de falsos deuses.
Deus diz que Ele é aquele que sabe tudo o que irá acontecer desde o princípio. Ele também tem o poder para dizer o que Ele irá fazer. Nenhuma outra força pode impedi-Lo de realizar a Sua vontade.
“Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras” (Atos 15:18)[1]. Desde o princípio dos tempos, Deus sabia tudo o que iria fazer. Isso indica que Ele sabe todas as coisas, porque Ele não teria como saber as Suas próprias ações futuras, se não conhecesse todas as situações futuras. Nunca algo surpreendeu a Deus. Ele nunca está despreparado para as coisas que acontecem.
[2]► Um aluno deve ler Deuteronômio 18:22 para o grupo. Por que era necessário para um profeta ser perfeitamente preciso quando dizia que falava em nome de Deus? Como isso é diferente de pregar e ensinar no geral?
Por causa do completo conhecimento e poder de Deus, qualquer profeta que alegava falar em nome de Deus deveria ser completamente preciso. Isso não significa que o profeta sabia tudo ou que todas as suas opiniões estavam certas; mas quando o profeta dizia que ele tinha uma mensagem de Deus, essa mensagem precisava ser exata. Se uma previsão do profeta estivesse errada, as pessoas não deveriam confiar nele como profeta.
► E se uma pessoa profetiza algo que se torna realidade, mas ensina doutrinas que não são verdadeiras? Nós devemos segui-la?[3]
► Um aluno deve ler Deuteronômio 13:1-3 para o grupo.
Uma profecia correta não é suficiente para provar que uma pessoa é de Deus.
Profecias Cumpridas Registradas nas Escrituras
Nota para o líder de classe: Se o grupo precisa poupar tempo, não é necessário ver as referências desta seção.
A Bíblia contém o registro do cumprimento de muitas profecias. Esta seção fornece alguns exemplos.
Quando a cidade de Jericó foi destruída, Josué amaldiçoou quem reconstruísse a cidade. Ele disse que o filho mais novo e o mais velho daquela pessoa iria morrer (Josué 6:26). O cumprimento dessa profecia está registrado em 1 Reis 16:34.
O exército de Judá enfrentou um grande exército de inimigos, mas o profeta disse que eles não precisariam lutar. Porque o rei acreditou na mensagem de Deus, ele enviou cantores em frente ao seu exército para liderá-los em louvor a Deus. Deus fez com que os inimigos começassem a lutar entre si até que todos eles fossem mortos (2 Crônicas 20:14-17, 20-23).
O profeta Elias previu detalhes sobre a morte de Acabe e Jezabel (1 Reis 21:19, 23). Ele disse que cães iriam lamber o sangue de Acabe e iriam comer Jezabel. As profecias foram cumpridas (1 Reis 22:38 e 2 Reis 9:30-36).
Cumprimentos na História
Ciro da Pérsia
O Império da Babilônia conquistou o reino de Judá e levou a maioria da população para outro país. O profeta Isaías previu que o Rei Ciro da Pérsia iria libertar os judeus para retornar ao seu país e que ele iria ordenar a reconstrução do templo e da cidade (Isaías 44:28, Isaías 45:1, 13). Isaías fez essa previsão mais de 100 anos antes de seu cumprimento. No tempo do ministério de Isaías, a Pérsia não era o império dominante, e Ciro ainda não havia nascido.
A Bíblia registra o cumprimento dessa profecia em Esdras 1:1-8. O historiador judeu Josefo e outros historiadores judeus escreveram sobre isso. O historiador grego Heródoto deu uma descrição da conquista da Babilônia por Ciro. Um antigo historiador persa escreveu sobre a decisão de Ciro de enviar as pessoas de muitos países de volta para as suas pátrias. Seus escritos são chamados de Cilindro de Ciro. O Cilindro não menciona os judeus especificamente, mas mostra que Ciro definiu essa política.
Isaías chamou Ciro de “ungido” de Deus (Isaías 45:1), e Deus deu a ele poder para realizar o Seu plano. Isso não significa que Ciro conscientemente serviu a Deus. O Cilindro de Ciro diz que Ciro alegou ser abençoado por Marduque, um deus da Babilônia.
Deus é glorificado pelo cumprimento dessa profecia, não apenas por causa do Seu conhecimento à frente do tempo, mas porque Ele fez de um rei pagão seu servo, para cumprir os seus propósitos.
Alexandre, o Grande
O profeta Daniel previu que um governante do império grego iria conquistar o império dos medos e persas, e ninguém iria derrotá-lo (Daniel 8:3-7, 20-21). No tempo da previsão não existia nenhum império grego e nenhum poderoso rei grego.
Daniel previu que o imperador grego iria repentinamente “ser quebrado” enquanto ele ainda era forte. Ele seria substituído por quatro governantes, que não seriam seus descendentes (Daniel 8:8, 22; Daniel 11:4).
Alexandre, o Grande, cumpriu essas profecias 200 anos depois. Ele formou o império grego e conquistou o império persa. Quando morreu jovem em 323 a.C., o território foi dividido pelos quatro generais em seu exército.
Deus é glorificado pelo cumprimento dessa profecia, porque, em um mundo onde grandes poderes estavam em conflito, Ele sabia com muita antecedência o que iria acontecer.
O Repatriamento de Israel
Na Bíblia, Deus repetidamente prometeu que os judeus iriam retornar a sua pátria dos vários lugares por onde haviam sido espalhados. Séculos antes de acontecer, Deus sabia que Israel iria novamente se tornar uma nação com um território. Ele sabia que milhões de judeus iriam retornar das nações do mundo.[4]
Profecias Messiânicas
Algumas profecias no Antigo Testamento eram obviamente sobre o Messias e foram cumpridas por Jesus. O Messias será da tribo de Judá (Gênesis 49:10; Hebreus 7:14); o Messias virá da família de Jessé (Isaías 11:1, 10; Lucas 3:32); o Messias irá nascer em Belém (Miquéias 5:2; Mateus 2:1-6).
Algumas profecias tinham um simbolismo especial. Por exemplo, um profeta previu que o Messias iria entrar em Jerusalém em um jumento. Isso não significava apenas que Ele iria usar o meio de transporte que era normal naquele tempo. Era costume que um rei, que chegasse ao poder pacificamente em vez de conquistá-lo pela força, entrasse na capital em um jumento e fosse acolhido pelo povo. Isso é o que foi predito, e é o que Jesus fez (Zacarias 9:9; Mateus 21:1-7). Os ramos de palmeiras representaram a aceitação dEle como Messias pelo povo.
Muitos versículos do Antigo Testamento descrevem detalhes que correspondem aos eventos na vida de Cristo, embora eles não tenham sido previsões óbvias sobre o Messias. Alguns exemplos são: a traição por um amigo (Salmos 41:9), mãos e pés perfurados e roupas tiradas na sorte (Salmos 22:16, 18) e trinta moedas de prata pagas a um oleiro (Zacarias 11:12-13). Nem todos os estudiosos bíblicos acreditam que tudo isso esteja especificamente referindo-se a Jesus.
Em Salmos 16:9-10 o escritor disse que o corpo “do teu santo” não irá se decompor depois da sua morte. O Novo Testamento interpretou esse versículo como uma previsão da ressurreição de Jesus (Atos 2:27-32).
O livro de Isaías tem quatro passagens especiais chamadas de “Canções do Servo” (Isaías 42:1-9; 49:1-13; 50:4-11; 52:13-53:12). Israel, como uma nação, foi o servo de Deus, mas acabou falhando em sua missão. As Canções do Servo descrevem uma pessoa, a qual será o servo que cumpre os propósitos de Deus. Essa pessoa irá trazer o reino de Deus para toda a terra (Isaías 42:1, 4), irá levar Israel de volta a Deus (Isaías 49:5), irá trazer salvação para todo o mundo (Isaías 49:6) e proverá a expiação para o pecado (Isaías 52:15, Isaías 53:10-12). Por causa desses detalhes, nós sabemos que o servo é o Messias.
Os textos sobre o servo preveem alguns detalhes da vida de Jesus. Estes são detalhes que ninguém teria esperado do Messias. Ele não será o agitador de uma revolução violenta (Isaías 42:2). Ele será rejeitado pela Sua própria nação (Isaías 49:7). Os inimigos iriam bater em Suas costas, arrancar partes da Sua barba e cuspir nEle (Isaías 50:6). Ele será maltratado e machucado severamente (Isaías 52:14). Ele será rejeitado e desprezado (Isaías 53:3). Ele não irá discutir com os seus acusadores (Isaías 53:7). Ele será morto sem o devido julgamento (Isaías 53:8). Ele será sepultado com os ricos, embora tenha morrido com os criminosos (Isaías 53:9).
Princípio para Interpretação Bíblica
A primeira aplicação do texto foi para os seus primeiros ouvintes. A nossa interpretação e aplicação das Escrituras devem normalmente ser baseadas na forma como elas foram compreendidas pelos primeiros ouvintes. Esse princípio é mais fácil de ser aplicado para as epístolas do Novo Testamento. Embora o tempo e o lugar estivessem longe de nós, a maioria das epístolas foram endereçadas às igrejas cristãs. O princípio é mais difícil de ser aplicado nas antigas profecias. Os primeiros ouvintes não conseguiam entender como elas seriam cumpridas e não iriam viver para vê-las serem cumpridas. As profecias asseguraram às pessoas sobre a fidelidade de Deus e deram a elas esperança para o futuro da sua nação. As pessoas foram encorajadas a permanecerem fiéis a Deus, sabendo que os Seus propósitos seriam, no final, alcançados. As passagens sobre o servo revelam a natureza amorosa e servidora de Deus, mostrando que Ele iria perdoar a falha de Israel e enviaria o Servo para realizar a missão que era da nação, para que pudesse ser restaurada e ter as bênçãos de Deus. Essas profecias deram esperança ao povo, embora ele não pudesse compreender exatamente como elas seriam cumpridas.
Zacarias 12:10 é um versículo especial, o qual é explicado apenas pelo fato de que Jesus é o Messias. O narrador dessas palavras é Deus. Ele promete derramar graça sobre Israel. Israel irá entender que O transpassaram e irá chorar por causa disso. Irá lamentar por Ele, como se Ele fosse o seu próprio filho. Como essas coisas podem ser ditas sobre Deus? Quando o povo transpassou Deus, e como pode Deus ser chamado de filho de Israel? As profecias são cumpridas por Jesus, porque Ele é Deus. Jesus foi transpassado e é o filho especial, prometido da nação de Israel.
As profecias messiânicas nos ajudam a entender o uso apropriado da escritura profética. Se uma pessoa não tinha conhecimento sobre a vida de Jesus, ela não seria capaz de entender muitos dos detalhes nas profecias sobre Jesus. Aparentemente, as previsões não eram dadas com o propósito de revelar a história antecipadamente. Porém, os detalhes são claros o suficiente para nós reconhecermos os eventos como cumprimentos da profecia. Os cumprimentos nos mostram que Deus sabia de tudo à frente do tempo e estava no controle.
Da mesma forma, as previsões das Escrituras sobre os últimos dias podem não ser claras o suficiente para nós escrevermos a história antes de acontecer. Nós podemos não entender muitos dos detalhes. Porém, quando os eventos acontecem, podemos ver que os detalhes das previsões se cumprem. O cumprimento da profecia nos mostra que Deus sabia o que iria acontecer e está no controle.
“A batalha do grande dia do Deus todo-poderoso (Apocalipse 16:14), que terminará em 1914 d.C. com a derrubada do atual governo da terra, já começou.”
- Publicação das Testamunhas de Jeová, The Time is at Hand
[3]Imagem: "Evidently, 2012 is a lie" by Geoff Sloan, obtido em https://www.flickr.com/photos/gsloan/5523158255, used under CC BY 2.0, dessaturada e cortada a partir do original.
[4]Veja Ezequiel 11:17. Passagens adicionais estão listadas na seção “A restauração da Nação de Israel” na “Parte 2: Israel” mais a diante nesta lição.
Parte 2: Israel
A Restauração da Nação de Israel
Os judeus foram espalhados por todo o mundo desde os tempos antigos. Muitos nunca retornaram do exílio assírio (aproximadamente no começo de 740 a.C.) ou do exílio babilônico (aproximadamente no começo de 600 a.C.).
Outras guerras e exílios através dos séculos fizeram com que os judeus fossem espalhados entre as nações. Muitos judeus escolheram deixar a sua província (Judeia) por causa das condições difíceis.
Os romanos gradualmente tomaram controle da Judeia. No ano de 135 d.C., os romanos responderam a uma rebelião dos judeus (liderada por Simão Barcoquebas) ao matarem pelo menos meio milhão de pessoas e destruírem completamente centenas de aldeias. A Judeia deixou de existir como uma nação. Por séculos, Israel não existiu como uma nação, com um governo e um território.
A dispersão dos judeus por todo o mundo foi chamada de Diáspora, que significa “dispersão”. Já no primeiro século, a epístola de Tiago no Novo Testamento foi enderaçada “às doze tribos dispersas entre as nações”.
Muitos judeus sofreram perseguição e genocídio, a mais notável pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. O termo gueto originalmente se refeiu a área de uma cidade onde os judeus eram designados para viver, mas, em dado momento, veio a ser uma área de classe baixa de uma cidade onde pessoas não têm oportunidade.
Os judeus por todo o mundo se consideram unidos pela sua etnia e religião única. Mesmo depois de muitas gerações vivendo em outros países e falando outras línguas, milhões deles não esqueceram que são judeus e sentem uma unidade entre eles, em todos os lugares.
Os judeus consideram o seu território original como lar. Foi a terra que Deus deu a eles depois de libertá-los da escravidão no Egito. Foi a terra que Deus prometeu a Abraão, o ancestral dos judeus. Certas orações judaicas terminam com a frase “no próximo ano em Jerusalém”, expressando a esperança de retornar, embora a maioria dos judeus fazendo a oração, nasceram em outro lugar.
A Bíblia contém profecias sobre o retorno dos judeus de todas as nações para a sua pátria. Por séculos, as pessoas não entenderam essas profecias, porque a nação de Israel não possuía um território na terra.
As profecias do retorno dos judeus incluem Isaías 11:11-12; Jeremias 16:14-15; Jeremias 23:3, 8; Jeremias 31:8; Jeremias 32:37; Ezequiel 11:17; Ezequiel 36:24 e Zacarias 10:8-9.
Por volta do ano de 1900, muitos judeus começaram a falar sobre estabelecerem um território nacional como lar para eles. Acreditavam que não eram bem aceitos pelo mundo e precisavam da sua própria nação. O movimento foi chamado de Sionismo. A palavra Sião é um nome para Jerusalém.
O governo da Grã-Bretanha emitiu a “Declaração Balfour” em 1917, declarando que eles acreditavam que os judeus deveriam ter uma nação independente. O governo britânico controlava a maior parte do Oriente Médio depois da Segunda Guerra Mundial, porque os governos das nações naquela área eram instáveis. O período deste governo é chamado de “Mandato Britânico”. Depois de um tempo, o Egito, Jordânia e outras nações do Oriente Médio se tornaram independentes dos britânicos.
Durante o período do Mandato Britânico, milhares de judeus se mudaram de volta para a terra original de Israel, embora ainda não fosse uma nação independente. Em 1948, 650.000 judeus estavam vivendo no território de Israel. As nações árabes na região se opuseram fortemente à presença dos judeus e não aprovaram a formação da nação de Israel. Uma guerra entre judeus e vários grupos árabes durou por muitos anos.
Em 29 de Novembro de 1947, a Organização das Nações Unidas determinou que aquele território governado pela Grã-Bretanha seria dividido em uma nação para os judeus e uma nação para os árabes. As nações árabes na área ficaram irritadas com essa decisão, porque elas não queriam uma nação de judeus. A guerra se intensificou, com milhares de mortes em poucos meses.
O Mandato Britânico foi programado para terminar em 14 de maio de 1948. Isto significava que o exército britânico não controlaria mais a área nem conteria os grupos que estavam em conflito. Os líderes árabes disseram que iriam destruir a nação judaica assim que os britânicos fossem embora. Os líderes judeus trabalharam para fabricar armas, trouxeram armas de outros países e treinaram soldados para preparar sua defesa.
Israel declarou a si mesmo uma nação independente em 14 de maio de 1948, no último dia do Mandato Britânico. Exércitos de muitas nações árabes cercaram Israel e atacaram a nova nação em 15 de maio, no primeiro dia de sua existência. A guerra durou dez meses. Durante a guerra, os judeus continuaram a imigrar para Israel em um número de 10.000 por mês. No final da guerra, Israel manteve o território que foi dado a eles e também muito do território que foi dado para uma nação árabe.
O Retorno Contínuo dos Judeus para Israel
Desde o novo começo como uma nação em 1948, Israel convidou os judeus ao redor do mundo para retornarem. Eles chamam o retorno para Israel de Aliá, uma palavra hebraica que significa “subida”. Os judeus nos tempos antigos usaram essa palavra para se referir a ida para Jerusalém, como na frase “subindo a Jerusalém”.
[1]Para os judeus que desejam retornar a Israel, a nação oferece pagar o seu aluguel por um ano, fornece aulas de língua hebraica, dá empréstimos e treinamento para aqueles que desejam começar um negócio, além de dar um auxílio após terem deixado o emprego no país onde estavam. Incentivos extras são oferecidos aos cientistas e pesquisadores que se mudam para Israel. Compensações são oferecidas àqueles que sofreram em outras nações, pelo fato de serem judeus.
Esses incentivos ajudaram a aumentar a população da nação, a qual era de 650.000 em 1948 e 8,6 milhões em 2016.
O Templo em Jerusalém
O Rei Salomão de Israel construiu o templo original em Jerusalém. Ele permaneceu por 400 anos e foi destruído pelos babilônios em 586 a.C. O segundo templo foi construído por Zorobabel depois do cativeiro babilônico dos judeus. Ele permaneceu por 580 anos e foi destruído pelos romanos em 70 d.C. No lugar do templo judeu, os romanos construíram um templo para o deus Júpiter.
Hoje, na montanha do templo em Jerusalém, está uma mesquita muçulmana chamada “A Cúpula da Rocha”.[2]
Alguns estudiosos acreditam que para as profecias bíblicas serem literalmente cumpridas, um novo templo deve ser construído e os sacrifícios retomados.
Esse lugar é santo para os judeus, não apenas porque o templo estava lá, mas porque acreditam que foi o lugar onde Abraão quase sacrificou Isaque. O local do templo é também um lugar santo para os muçulmanos, e eles não estão dispostos a concordar que a mesquita seja removida, para que um templo judeu pudesse ser colocado em seu lugar.
Um templo em Jerusalém é mencionado nas profecias dos últimos dias. Jesus indicou que a profecia de Daniel, que alguém iria exigir adoração no templo, seria no futuro (Mateus 24:15-16).
O Apóstolo Paulo se referiu a uma pessoa que virá antes da vinda do Senhor, irá alegar ser Deus e irá esperar adoração no templo (2 Tessalonicenses 2:1-9). Ele fará milagres que irão enganar o mundo. Ele será destruído na volta de Cristo.
Estudiosos das profecias que acreditam em um anticristo literal pensam que, de alguma forma, um templo será construído.
A Salvação de Israel
Hebreus 8:10-11 prevê um tempo em que não será necessário evangelismo entre os judeus, porque todos eles irão conhecer a Deus.
Apocalipse 7:4-8 descreve 144.000 judeus com o selo de Deus. O versículo 9 descreve uma multidão inumerável de todas as nações no céu. É discutível que aspectos desta descrição dos 144.000 sejam literais, mas aparentemente, eles representam Israel redimido, porque as pessoas salvas de todas as outras nações são mencionadas separadamente.
Romanos 11 explica o relacionamento entre os judeus e a mensagem do evangelho. Alguns deles estão salvos (11:4-5). Qualquer judeu que crer no evangelho será salvo (11:23). Deus rejeita a nação, mas irá recebê-la novamente no futuro (11:12, 15). A nação se voltará para Deus. Romanos 11:26-29 diz que “todo o Israel será salvo” e que a aliança de Deus com eles será cumprida. Isso não significa que todos os judeus se converterão, mas que a nação como um todo irá reconhecer Jesus.
“Dezenas de milhares de engenheiros e acadêmicos, juntamente com milhares de cientistas, artistas e músicos, constituem um ‘capital humano’ único – instruído, profissional e dedicado – com uma capacidade inestimável para avançar na economia, o conhecimento tecnológico e a criatividade cultural em Israel.”
- Website israelense: www.moia.gov.il
[2]Imagem de Stacey Franco on Unsplash, retirado de https://unsplash.com/photos/ex9KQrN1mj0
Tarefas da Lição 2
1. Tarefa Escrita: Imagine que um amigo lhe diz que ele encontrou uma nova igreja empolgante onde as pessoas dão várias profecias. Escreva alguns parágrafos explicando que conselho você daria para o seu amigo.
2. Estudo da Passagem: Estude as Passagens do Servo em Isaías e prepare um estudo bíblico que você poderia ensinar ao grupo.
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