MUITO IMPORTANTE: Antes de começar a lição 8, faça o debate dado no final da lição 7. Dependendo do tamanho da classe, esse debate poderá precisar do tempo inteiro da aula. Por favor, não apresse essa atividade. Esta é a sua chance de ter certeza que poderá aplicar as informações da lição 7.
“Jia”, Lee hesitante disse, “tenho pensado muito na nossa conversa. Se Jesus verdadeiramente ressuscitou dos mortos, isso é poderosíssimo! Devo admitir, você deu boas evidências sobre a ressurreição ser um fato histórico, e não um mito. Tudo isso é impressionante. Espero que você não se ofenda por eu ainda ter uma outra pergunta”.
“Claro que não”, Jia respondeu. “Eu não estou tentando ganhar uma discussão. Estou tentando compartilhar a coisa mais importante da minha vida. Qual é a sua pergunta?”
“Tudo o que você disse faz sentido. Mas, como isso prova que Jesus é Deus? Um grande homem? Claro! Um grande mestre? Claro! Talvez, até mesmo maior que Buda. Mas, Deus? Por que você não pode aceitar que Ele era apenas um grande mestre? Por que você deve dizer que Jesus era Deus?”
► Como você responderia a Lee? Como sabemos que Jesus era Deus?
Jesus Afirmou Ser Deus?
Kenneth Copeland é um dos principais professores do movimento do evangelho da prosperidade. De acordo com Copeland, Cristo veio a ele em uma visão e disse:
Não se preocupe quando as pessoas o humilharem e falarem dura e asperamente contra você; elas também fizeram isso comigo; então não iriam fazer com você? Quanto mais você se assemelhar a mim, mais vão pensar mal de você. Elas também me crucificaram porque eu disse que era Deus; mas eu não disse que era Deus, apenas falei que andava com Ele e que Ele estava em mim.[1]
Copeland diz que Jesus não afirmou ser Deus. Muitos outros concordam com ele; eles dizem que Jesus não afirmou ser Deus. Isso é verdade? Ou Jesus afirmou ser divino?
► Como você responderia a Kenneth Copeland? Jesus afirmou ser Deus?
Se Jesus afirmou ser Deus, Ele seria o único líder de uma das maiores religiões mundiais a fazer essa afirmação. Maomé nunca disse ser Deus, Buda nunca disse ser Deus. Se Jesus afirmou ser Deus, isso separa o cristianismo das outras religiões principais. Olharemos para as afirmações de Jesus em duas partes – afirmações durante o ministério e afirmações durante o Seu julgamento.
O que Jesus Disse Durante o Seu Ministério?
Jesus afirmou ser o “Eu Sou” do Antigo Testamento
Jesus disse: “...antes de Abraão nascer, Eu Sou”.[2] Quando a audiência judaica ouviu aquelas palavras, eles sabiam que Jesus estava apontando para a revelação de Jeová na sarça ardente. Moisés perguntou: “Que lhes direi?” Deus respondeu: “É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”.[3] Quando Jesus disse, Eu sou”, seus ouvintes sabiam que Ele estava afirmando ser Jeová.
Jesus afirmou ser um com Deus, o Pai
Jesus disse: “Eu e o Pai somos um”. Quando Ele disse isso, os judeus pegaram pedras para jogar nEle. Por quê? Porque sabiam que Ele estava afirmando ser Deus. Eles disseram: “Você é um simples homem e se apresenta como Deus”.[4] Eles não tentaram apedrejá-Lo por ser um grande mestre; não tentaram apedrejá-Lo por causa de Suas boas obras; tentaram apedrejá-Lo porque Ele afirmou ser Deus.
Quando Kenneth Copeland disse: “Jesus nunca afirmou ser Deus”, mostra que Copeland não entende o ensinamento de Jesus tão bem como os ouvintes judeus de Jesus entenderam. Até os inimigos de Jesus sabiam que Ele estava afirmando ser Deus.
Buda insistiu que ele apontaria “o caminho” para os seus seguidores. Mas Jesus não disse “vou lhe mostrar o caminho”. Em vez disso, Jesus disse: “Eu sou o caminho”.[5] Mesmo se você rejeitar a afirmação de Jesus sobre ser Deus, você não deveria negar que Ele a fez. Jesus afirmou ser Deus.
Jesus afirmou possuir atributos divinos
► Leia cada um destes versículos e liste o atributo que Jesus está apontando.
Mateus 18:20: ___________________________
João 17:5, 24: ___________________________
Jesus afirmou ter os atributos, ou as características, de Deus. Ele afirmou ser onipresente; Ele afirmou ser eterno. Estas qualidades são apenas de Deus. Quando Jesus fez essas declarações, Sua audiência sabia que Ele afirmava ter atributos que pertencem apenas a Deus.
Jesus afirmou ter poder para fazer atos divinos
Jesus disse ter poder para perdoar pecados. Em Marcos 2, Jesus falou ao paralítico: “Filho, os seus pecados estão perdoados”. Os ouvintes judeus criticaram: “Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?” Como resposta, Jesus fez algo para provar que Ele tinha poder para perdoar. Ele curou o paralítico.[6] A cura era um testemunho do poder divino de Jesus.
Jesus disse ter o poder para dar vida eterna àqueles que crerem nEle. Jesus falou aos Seus ouvintes que Ele tinha “descido dos céus”. Disse: “... todo aquele que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”.[7]
Quando os judeus pediram “diga-nos abertamente” sobre quem Ele era, Jesus disse: “Eu já lhes disse, mas vocês não creem”. Porém, para aqueles que crerem, “eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão”.[8] Apenas Deus pode dar vida eterna. Ao prometê-la, Jesus afirmou ser Deus.
O que Jesus Disse em Seu Julgamento?
No julgamento de Jesus, Ele afirmou ser Deus. Depois do depoimento das testemunhas, o sumo sacerdote perguntou a Jesus: “Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito?” Jesus respondeu: “Sou... e vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu”.
O sumo sacerdote imediatamente entendeu que Jesus estava reivindicando a divindade. Ele “rasgando as próprias vestes” disse “... vocês ouviram a blasfêmia”.[9]
A resposta de Jesus incluiu três partes:
“Você é o Cristo?” “Sou”.
Você é o Filho do Deus Bendito?” “Sou”.
Vereis o Filho do homem...”
“Você é o Cristo?” Jesus afirmou ser o Messias
A palavra “Cristo” é uma tradução da palavra grega para “Messias”. Ao afirmar ser o Messias, Jesus afirmou ser Deus. Jeremias falou do dia quando o nome do Messias seria “O Senhor (Jeová) é a Nossa Justiça”.[10] Isaías profetizou que o Messias seria chamado “Deus Poderoso”.[11] Quando Jesus testificou que “Eu sou o Cristo”, reivindicou estes títulos (Senhor Nossa Justiça e Deus Poderoso) para Ele.
“Você é o Filho do Deus Bendito?” Jesus afirmou ser o Filho de Deus
Frequentemente, Jesus referia-se a Deus como Seu “Pai”. Jesus estava afirmando ser filho de Deus no sentido de que todos somos filhos de Deus? Não. Jesus alegou ser o Filho unigênito de Deus.
Deus disse: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito”.[12] Dizer que Jesus é o Filho de Deus significa que Ele tinha um relacionamento único com Deus. Jesus também disse que Ele está no seio do Pai.[13] Este é um relacionamento muito especial entre Pai e Filho.
Jesus disse que Ele e o Pai são um.[14] De fato, Jesus disse que devemos honrar o Filho como honramos o Pai.[15] Quando Jesus alegou ser o Filho de Deus, Ele estava afirmando ser um em essência com Deus Pai. Isso significa que Ele é Deus Filho, possuindo a mesma natureza do Pai. Por isso os líderes judeus ficaram perturbados com a afirmação de Jesus sobre ser o Filho de Deus.
“Vereis o Filho do homem.” Jesus afirmou ser o Filho do homem
Em resposta à pergunta do sumo sacerdote, Jesus disse: “E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu”. Esta era uma referência ao livro de Daniel do Antigo Testamento.
Daniel disse: “Em minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus”.[16] O termo “filho do homem” era um título messiânico. Quando o sumo sacerdote ouviu a resposta de Jesus, entendeu que Jesus estava dizendo ser o Messias.
Conclusão
Jesus não foi condenado pelas coisas que fez; não foi crucificado por curar pessoas ou por ensiná-las a amar o próximo. Jesus foi crucificado por causa do que dizia ser. As pessoas que ouviram Jesus falar sabiam que Ele afirmava ser Deus. Aqueles que dizem, “Jesus nunca afirmou ser Deus”, não entendem as palavras dEle da forma que os judeus que O ouviram durante Seu ministério terreno.
Certamente Jesus afirmou ser Deus e Ele sustentou essas afirmações com ações. Não apenas curou o paralítico para mostrar que tinha poder para perdoá-lo, mas também fez muitos outros milagres, mostrando poder sobre a natureza e até mesmo sobre a morte. Ele ressuscitou Lázaro dos mortos, chamando a Si mesmo de “Ressurreição e Vida”. Sobretudo, a própria ressurreição de Jesus provou que Ele era quem dizia ser, isso é, Deus em carne.
[1]Kenneth Copeland, citado em “Cristianismo em Crise”, de Hank Hanegraff (Editora CPAD, 2016)
Chuck Colson (1931-2012)[1] foi um membro do gabinete do Presidente Richard Nixon na Casa Branca. Porém, o Sr. Colson começou a perceber que sua vida estava vazia. Um dia, sentado na sua cadeira em seu escritório na Casa Branca, perguntou-se: “A vida é sobre o quê? Deve haver algo além disso aqui”. Naquele dia, Chuck Colson percebeu que não sabia o verdadeiro significado da vida.
Em 1972, depois de deixar seu emprego na Casa Branca, Chuck Colson teve uma reunião com Tom Phillips, presidente de uma grande empresa. Colson percebeu que Tom parecia estar mais em paz do que no passado. Quando perguntou o porquê, Tom disse que havia entregado sua vida a Cristo.
Dois anos depois, o mundo de Chuck Colson virou do avesso. Por causa de alguns de seus atos enquanto trabalhava na Casa Branca, Colson ficou sabendo que iria ser preso. No meio dessa agitação, ele visitou Tom Phillips novamente. Phillips falou do evangelho a Chuck Colson. Enquanto dirigia de volta para casa naquela noite, Colson parou o carro e orou pedindo que Deus perdoasse os seus pecados.
Depois de cumprir sua sentença, Chuck Colson continuou a servir a Deus fielmente. Na verdade, ele dedicou sua vida ao ministério em prisões. Ele passou aproximadamente quarenta anos no ministério. Viajou ao redor do mundo visitando presos em algumas das piores prisões, fundou a Prison Fellowship[2], uma organização que continua a alcançar presos com o evangelho.
Em 1984, Chuck Colson deu um discurso na National Religious Broadcasters Convention (Convenção de Canais de Transmissões Religiosas Nacionais), onde testificou sobre a evidência da verdade dos evangelhos. Em seu discurso, o Sr. Colson disse que o Watergate[3] o convenceu de que a ressurreição havia acontecido assim como os evangelhos relatam. Esta é uma parte do discurso do Sr. Colson:
Qual é a evidência da ressurreição de Jesus? Os relatos dos apóstolos como testemunhas oculares. Os onze discípulos e Paulo foram por 40 anos pelo mundo então conhecido proclamando que Jesus tinha ressuscitado dos mortos. Eles – embora tenham sofrido perseguições, espancamento, prisões, e, ao final, todos menos um, uma morte de mártir – nunca renunciaram o fato da ressurreição literal de Jesus Cristo.
O que isso tem a ver com Watergate? Ehrlichman, Haldeman, Mitchell e eu (os líderes do governo na Casa Branca) acreditávamos fortemente no Presidente. Nós tínhamos na ponta dos dedos todo poder e privilégio imaginável. Ainda, mesmo com os privilégios do cargo mais poderoso do mundo, a ameaça de prisão foi tão avassaladora que, de um em um, aqueles envolvidos abandonaram seu líder para salvar a própria pele.
Como isso sustenta a verdade da ressurreição? Simplesmente assim: Watergate mostrou a natureza humana. Ninguém nunca poderá me fazer acreditar que onze seres humanos comuns suportariam espancamento, prisão e morte sem renunciar que Jesus Cristo tinha ressuscitado dos mortos.
Apenas um encontro com o Deus vivo poderia tê-los feito ficarem firmes. Senão, o apóstolo Pedro teria negado a Jesus para salvar sua própria vida. Ele já havia feito isso três vezes.
A evidência é irresistível. Aqueles homens seguraram-se naquele testemunho porque tinham visto Cristo ressuscitado. E se ele tinha ressuscitado, isso afirma sua divindade.[4]
[1]Image: "Chuck Colson", Nixon Presidential Library, retrieved from https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Chuck_Colson.jpg, public domain.
[2]No Brasil: Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados – FBAC
[3]Watergate foi o escândalo político ocorrido em meados de 1972 nos Estados Unidos cujas investigações posteriores culminaram na renúncia do presidente Richard Nixon.
[4]Isto foi adaptado de um discurso dado por Chuck Colson no National Religious Broadcasters Convention em fevereiro de 1984.
A Decisão: Jesus É Deus?
Uma outra forma de abordar as afirmações de Cristo é considerar as alternativas. O Novo Testamento mostra Jesus como um homem que dizia ser Deus. O que devemos fazer com isso? Existem cinco opções, e apenas uma pode ser verdadeira: Jesus era uma lenda, um guru, um mentiroso, um lunático ou o Senhor.
Jesus Era Uma Lenda?
Jesus poderia ter sido uma lenda? Alguns céticos argumentam que Jesus não existiu ou que o Jesus histórico não disse ou fez as coisas que o Novo Testamento afirma.
► É possível que o Novo Testamento não seja confiável e que os evangelhos sejam meras lendas?
As histórias de Jesus não podem ser lendas. Vimos que o Novo Testamente é historicamente confiável. A confiabilidade no Novo Testamento é confirmada pelo teste bibliográfico e pelos testes de evidência interna e externa. O Novo Testamento dá uma representação correta de Jesus: quem Ele era, o que Ele fez e o que Ele disse. Jesus não foi uma lenda.
Jesus Era um Guru?
Jesus poderia ser um guru ou um místico oriental? Alguns céticos dizem que Jesus era similar aos mestres da teologia hindu. Eles dizem que Jesus ensinou que todos somos deuses.
► É possível que Jesus tenha sido um guru oriental que acreditava que todos os humanos são deuses?
Jesus foi um judeu criado em uma cultura estritamente monoteísta.[1] Ele tornou-se um mestre das escrituras judaicas. Nenhum judeu acreditaria que somos todos deuses. Toda criança judia memorizava o Shema: “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor”.[2]
O ensinamento de Jesus não era o ensinamento de um místico oriental, mas o ensinamento de um rabino judeu que acreditava em um Criador transcendental.
Jesus Era um Mentiroso?
Jesus poderia ser um mentiroso? Alguns céticos dizem que Jesus sabia que não era divino. Eles dizem que Ele mentiu aos Seus seguidores. Eles dizem que Jesus era como Jim Jones, um líder americano de uma seita que levou 900 pessoas a cometerem suicídio na Guiana; ou Shoko Asahara, um líder japonês de uma seita que levou seus seguidores a um ataque de gás sarin na estação de trem em Tóquio.
► É possível que Jesus tenha sido um mentiroso que enganou Seus seguidores?
Peter Kreeft disse que Jesus não poderia ser um mentiroso por causa de Seu caráter. Ele era “altruísta, amoroso, cuidadoso, compassivo e apaixonado por ensinar a verdade”.[3] Até mesmo os oponentes de Jesus não conseguiam encontrar nada contra Ele. No Seu julgamento, tiveram que encontrar falsas testemunhas.
Peter disse que Jesus não poderia ser um mentiroso porque Ele não tinha motivos para mentir. “Mentirosos mentem por razões egoístas, como dinheiro, fama, prazer ou poder. Jesus renunciou aos bens terrenos e à própria vida.” Em vez disso, as afirmações de Jesus sobre ser Deus “trouxeram ódio, rejeição, más interpretações, perseguição, tortura e morte”.[4]
Jesus não poderia ser um mentiroso por causa da ressurreição. Se aceitamos a Bíblia como historicamente confiável, devemos aceitar a ressurreição de Jesus como verdadeira. Apenas Deus pode ressuscitar um morto e Deus não ressuscitaria Jesus se Ele fosse um mentiroso.
Jesus Era Um Lunático?
[5]Algumas pessoas diriam que Jesus não mentiu, mas que Ele erroneamente acreditou que era o Filho de Deus. Na citação acima, C.S. Lewis mostra que um homem comum que acredita ser Deus deve ser insano.
► Baseado na vida de Jesus descrita nos evangelhos, é possível que Jesus fosse um lunático que falsamente acreditou ser Deus?
Apenas uma pessoa com uma doença mental acreditaria ser o Todo Poderoso Criador. Imagine que você encontra alguém na rua que disse realmente acreditando: “Eu sou Napoleão” ou “Eu sou Alexandre, o Grande”. Você saberia que essa pessoa é doente mental.
Jesus deveria ser um doente mental se fosse uma pessoa comum que acreditava ser Deus. Mas psicólogos dizem que Jesus não tinha sinais de doença mental. Ele era perfeitamente equilibrado em Sua personalidade.
O ensinamento de Jesus mostrou Sua sabedoria prática. Seu cuidado para com aqueles que estavam sofrendo mostra um amor pelo próximo que você não esperaria de uma pessoa com problemas mentais. Certamente, Jesus não era um lunático.
Jesus Era Senhor?
Se Jesus não era uma lenda, um guru, um mentiroso nem um lunático, a única opção que permanece é que Ele era exatamente quem dizia ser: Jesus era Senhor. Assim como Seus discípulos depois da ressurreição, devemos adorá-Lo como Senhor e Deus!
Nossa conclusão ao olhar essas cinco opções é consistente com o argumento geral do cristianismo que aprendemos anteriormente. Tendo em vista que o Novo Testamento é historicamente confiável, temos razões suficientes para crer que Jesus ressuscitou dos mortos e cumpriu dezenas de profecias messiânicas. Ambas as ideias mostram que Jesus é quem disse ser – o Filho de Deus, Deus que se tornou carne.
Nesta lição, vimos que Jesus é o ser divino que afirmou ser. Uma vez que Jesus é Deus, devemos aceitá-Lo como uma autoridade infalível. Ele é absolutamente digno de confiança. Portanto, devemos aceitar Sua afirmação de ser o único caminho ao Pai. Devemos aceitar também a Sua afirmação de que a Bíblia vem de Deus. O cristianismo é verdadeiro. A forma como respondemos a essa verdade é crucial.
[1]Monoteísmo significa crer em apenas um Deus transcendente.
“Eu estou tentando prevenir que continuem dizendo a bobagem que as pessoas dizem frequentemente: ‘Eu estou pronto para aceitar Jesus como um grande professor de moral, mas eu não aceito a sua afirmação de ser Deus’. Isso é uma coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse o tipo de coisas que Jesus disse não seria um bom professor de moral. Ele ou seria um lunático ou então ele seria o Diabo do Inferno. Você tem que fazer sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou um maluco ou algo pior. Você pode tentar fazê-lo passar por um bobo, você pode cuspir nele e matá-lo como um demônio; ou você pode cair aos seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Entretanto, devemos deixar de nos aproximar dele falando essa bobagem de que Jesus era apenas um grande mestre. Ele nunca teve a intenção de nos dar esse tipo de escolha.”
- C.S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples
Conclusão
“Lee”, Jia disse, “estamos em um ponto crucial. Vimos evidências da existência de Deus vimos evidências da criação, vimos evidências da confiabilidade do Novo Testamento e vimos evidências de que Jesus é quem Ele diz ser.
“Lee, em nossas conversas, vimos que:
O Novo Testamento é historicamente confiável e digno de confiança.
Jesus ressuscitou dos mortos e cumpriu dezenas de profecias messiânicas.
A ressurreição de Jesus e o cumprimento das profecias mostram que Ele era quem dizia ser – o Messias, o Filho de Deus, Deus em carne.
Como Filho de Deus, Jesus é uma autoridade infalível.
Jesus Cristo ensinou que a Bíblia é a Palavra de Deus e que Ele é o único caminho a Deus.
“Já que tudo isso é verdade, existe apenas uma conclusão possível. Se Jesus era Deus, devemos crer no que Ele disse: a Bíblia é a Palavra de Deus, e Jesus é o único caminho a Deus. Portanto, o cristianismo é verdadeiro.
“Lee, minha pergunta é: você irá crer? Você está disposto a entregar sua vida à autoridade de Jesus, o Filho unigênito de Deus?”
Com lágrimas em seus olhos, Lee respondeu: “Jia, lembra-se que você me contou sobre o ‘Tomé da dúvida’? Este é quem eu sou; preciso de muitas evidências. Mas semana passada, eu li mais sobre Tomé em sua Bíblia. Depois de ver a evidência, ele disse: “Senhor meu e Deus meu!”[1] Os olhos de Tomé se abriram, ele viu a evidência e creu.
“Jia, eu vi a evidência – e eu creio. Enquanto lia sobre Tomé, Deus abriu os meus olhos para a verdade da Bíblia. Eu estava cego, mas agora vejo! Estou pronto para entregar minha vida para Jesus. Você ora comigo?”
(1) Apologética e a Cabeça: Você começará a próxima aula com um teste. Estude cuidadosamente essas questões em preparação para o teste.
(2) Apologética e o Coração: Muitos cristãos professos dizem “eu creio”, mas é apenas uma decisão mental. No livro de João, a palavra “crer” implica em uma disposição a obedecer. Se não obedecemos, não cremos. Você crê? Você está vivendo em completa obediência? Se não estiver, comprometa-se a uma completa e total obediência a Deus.
(3) Apologética e as Mãos: Converse com um não crente sobre a afirmação de Jesus sobre ser Deus. Antes de mostrar o que Jesus disse, pergunte: “O que você pensa sobre Jesus? Se Ele não era Deus, o que você pensa que Ele era?” Mostre que a única opção possível é que Jesus era o Filho de Deus (Deus Filho), assim como disse ser. Tome nota sobre sua conversa para compartilhar na próxima aula.
Teste da Lição 8
(1) Liste quatro afirmações feitas durante o ministério de Jesus que mostram que Ele acreditava ser Deus.
(2) Liste três afirmações feitas no julgamento de Jesus que mostram que Ele acreditava ser Deus.
(3) Quais são as cinco opções para considerar na afirmação de Jesus sobre ser Deus?
(4) Brevemente, relate o problema de cada uma das quatro primeiras opções.
(5) Escreva as seis premissas e a conclusão para o argumento geral do cristianismo.
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