“Jia, tenho uma pergunta para você!” Jia se virou e viu Lee acenando animado de seu apartamento. Ela começou a se perguntar: “Eu posso mesmo responder os questionamentos dele? Eu sou cristã há pouco tempo. E se ele me fizer duvidar de minha nova fé?”
Porém, Jia acreditava que os cristãos devem estar “preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”.[1] Então, ela sorriu e disse: “Qual é a sua pergunta, Lee?”
“Semana passada, você me explicou sobre a diferença entre Marcos e João. Admito que sua resposta foi muito boa! Eu não sabia sobre a diferença de contagem do tempo. Porém, como você pode provar que a história de Jesus é verdadeira? Talvez tenha sido tudo inventado! Eu sou um homem moderno. Eu busco por provas científicas antes de acreditar em algo. Prove cientificamente que Jesus foi crucificado, enterrado e ressuscitou e talvez eu me torne um crente!”
Nesta lição, estudaremos quatro equívocos comuns a respeito do cristianismo que são compartilhados por muitas pessoas. Muitos ímpios, e até alguns cristãos, concordam com as quatro afirmações que discutiremos. Mas essas afirmações são falsas e podem impedir um não cristão de entender o evangelho. Se esses questionamentos impedem pessoas de se tornarem cristãs, precisamos responde-los.
Equívoco 1: O Cristianismo Deve Ser Provado Cientificamente
Alguns incrédulos dizem: “Eu posso aceitar o cristianismo apenas se você puder prová-lo com o método científico”.
Para entender o problema dessa afirmação, você deve entender a definição de “método científico”. O método científico prova algo pela repetição de um experimento diversas vezes em um ambiente controlado e registrando os resultados. O método científico requer experimentos repetíveis.
Podemos provar usando o método científico que a gravidade existe? Sim! Podemos derrubar uma pedra vinte vezes e registrar: “De vinte tentativas, nas vinte a pedra caiu no chão”. A gravidade existe.
Podemos provar usando o método científico que Jesus foi crucificado, enterrado e ressuscitou? Não! Esse é um evento histórico que não pode ser repetido. Não podemos matar Jesus vinte vezes, enterrá-Lo e esperar outra ressurreição!
Agnósticos que insistem que os eventos históricos devem ser provados pelo método científico confundem dois tipos de prova muito diferentes. Para comprovar eventos históricos, não podemos usar o método científico, tendo em vista que não podemos repeti-los. Para comprovar eventos históricos, devemos usar o método histórico-legal.
Esse método de comprovação busca evidências precisas de um evento. Olha-se para:
Testemunhos escritos;
Testemunho oral;
Evidência física.
Imagine que tentemos determinar: “Mao Tsé-Tung estava vivo em 1972?” Essa não é uma pergunta científica, é uma pergunta histórica. Para provar a existência de Mao Tsé-Tung, usaremos o método histórico-legal. Buscaremos:
Testemunho escrito:
Podemos encontrar documentos históricos de 1972 que falam de Mao Tsé-Tung?
As biografias escritas por pessoas que conheciam Mao contam histórias de 1972?
Testemunho oral:
Podemos encontrar alguém que diga, “Conheci Mao Tsé-Tung em 1972”?
Podemos encontrar discursos que foram feitos em 1972 por Mao Tsé-Tung?
Evidência física:
Existem fotos de Mao Tsé-Tung em 1972?
► Antes de ler o próximo parágrafo, discuta os tipos de provas histórico-legais que você buscaria da vida de Jesus de Nazaré.
Vamos colocar Jesus de Nazaré no teste que usamos com Mao Tsé-Tung.
Testemunho escrito:
Podemos encontrar documentos escritos que falam de Jesus?
Josefo, um historiador judeu, falou de Jesus em Antiguidades Judaicas, uma história escrita no primeiro século.
Existem biografias escritas por pessoas que conheciam Jesus?
Cada um dos quatro evangelhos é uma biografia histórica. Mateus e João foram escritos por seguidores próximos a Ele. Marcos registra as memórias de Simão Pedro. Lucas foi um estudioso que investigou todas as histórias em seu evangelho.[1]
Testemunho oral:
Um centurião romano testificou: “Realmente este homem era o Filho de Deus!”[2]
Os evangelhos contêm registros detalhados das próprias palavras de Jesus. Alguns destes, como o Sermão da Montanha, são longos. Esse testemunho oral se tornou um testemunho escrito nos evangelhos.
Evidência física:
Tomé, um homem que não aceitou o testemunho dos outros discípulos, tocou nas mãos de Jesus e exclamou: “Senhor meu e Deus meu!”[3]
Tiago, irmão de Jesus que não acreditou nas palavras dEle durante Seu ministério terreno, se tornou um crente quando viu o Senhor ressurreto.[4]
O cristianismo é único entre as religiões do mundo. Existem poucas evidências sobre a vida de Maomé ou Buda. Essas religiões não podem ser comprovadas verdadeiras ou falsas usando o método histórico-legal. O cristianismo pode ser comprovado verdadeiro com o mesmo tipo de evidência que usamos para comprovar a vida de qualquer outra figura histórica.
A ciência é útil para a apologética cristã? Sim. Fatos científicos corroboram a verdade da Bíblia. Eles são úteis para corroborar a verdade da Bíblia, mas a vida, morte e ressurreição de Jesus devem ser examinadas usando o método histórico-legal.
Se um ímpio disser, “Você deve comprovar o cristianismo com o método científico”, mostre que eventos não repetíveis como o nascimento ou morte de alguém são provados, não pelo método científico, mas pelo método histórico-legal. Mostre a evidência histórica-legal da vida de Jesus Cristo. Isso pode remover uma das pedras de tropeço no caminho até a cruz.
Equívoco 2: O Cristianismo Deve Ser Provado Com 100% de Certeza
Um segundo equívoco sobre apologética diz: “Eu não posso aceitar o cristianismo, a não ser que exista evidências suficientes para provar com absoluta certeza de que seja a verdade”.
► Antes de ler o próximo parágrafo, como você responderia a esse equívoco? Essa afirmação é razoável?
Em sua discussão sobre essa pergunta, alguém respondeu, “Você não pode provar um evento histórico com 100% de certeza”? Essa é uma boa resposta. Porque aconteceu no passado e não estávamos lá, então não podemos provar nada com 100% de certeza.
Pense em alguns exemplos da história:
Em 49 a.C., Júlio César cruzou o Rio Rubicão em seu caminho a Roma. Existe uma forma de comprovar isso com 100% de certeza? Não, nós não podemos visitar aquele dia na história para observar César. Porém, nenhum historiador nega esse evento histórico. Eles acreditam que Júlio César cruzou o rio, porque existem evidências histórico-legais suficientes para embasar esse evento.
Em 1789, George Washington se tornou presidente dos Estados Unidos. Existe alguma forma de comprovar isto com 100% de certeza? Não, nós não podemos visitar aquele dia na história para testemunhar a posse de George. Mas nenhum historiador nega esse evento histórico.
Em 1917, Nicolau II deixou o trono como Czar da Rússia. Existe alguma forma de comprovar isso com 100% de certeza? Não, nós não podemos visitar aquele dia na história para testemunhar a abdicação do Czar Nicolau II. Mas nenhum historiador nega esse evento histórico.
[1]Não conseguimos provar eventos históricos com 100% de certeza. Na verdade, coletamos dados até termos evidências suficientes para decidirmos sobre o que aconteceu. Até mesmo no tribunal, o promotor não precisa entregar provas absolutas. Um júri simplesmente precisa ser convencido, além de uma dúvida razoável, que um crime foi cometido.
Assim é como vivemos todos os dias. Tomamos decisões baseadas em evidências suficientes, não em provas absolutas.
Como apologetas cristãos, não precisamos “comprovar o cristianismo com 100% de certeza”. Ao invés disso, precisamos mostrar que existe evidências suficientes para crer na verdade da fé cristã. A evidência histórica do cristianismo não é absoluta, mas é suficiente.
► Discuta: Se não podemos provar com 100% de certeza que o cristianismo é verdadeiro, isso significa que não podemos saber com certeza que é verdadeiro?
Não pense que isso significa que nunca poderemos saber se o cristianismo é verdadeiro! Existe uma diferença entre saber algo absolutamente e provar algo absolutamente.
Deixe-me dar uma simples ilustração disso. Hoje é 15 de setembro de 2016. Eu sei absolutamente o que comi no café da manhã de hoje. Eu comi morangos e cereais e bebi uma xícara de café. Eu sei disso, mas não posso comprovar. Você não estava lá, eu não tirei uma foto para ter como evidência. Eu sei, mas não posso provar.
Você pode saber com absoluta certeza que o cristianismo é verdadeiro. Quando você estuda a evidência da verdade do cristianismo e toma o passo de fé necessário para aceitar a Cristo, o Espírito Santo irá confirmar em seu coração que o que você está acreditando é absolutamente verdade. Você irá viver e agir como se tivesse provas absolutas, porque tem razões suficientes para se comprometer a isso 100%. Isso é chamado de certeza moral. Você pode saber com certeza que a fé cristã é verdadeira mesmo que não possa prová-la 100%.
“Existe evidência suficiente da fé cristã para convencer a qualquer um que não se opõe a ela. Porém, não há evidências suficientes para levar alguém ao Reino de Deus se assim não o quiser.”
- Blaise Pascal,
Filósofo francês e cientista
Equívoco 3: Toda Verdade É Relativa
Hoje é popular dizer: “Toda verdade é relativa”. Em outras palavras, se você acredita em algo, ela é verdade para você – mesmo que não seja verdade para os outros.
Imagine que um vidro com veneno estivesse em uma mesa na sala. Imagine que você entrou na sala com sede e tomou um gole, pensando que o vidro contivesse água. Mesmo que acreditasse completamente que o vidro estivesse cheio de água, ficaria doente.
Acreditar em algo não o torna verdade. Verdade é verdade, independentemente de nossa crença. Acreditar que veneno é água não muda a verdade. A verdade não é relativa.
A afirmação “toda verdade é relativa” é contraditória. Essa afirmação é absoluta, mas ela afirma que não existem afirmações absolutas. Se toda verdade é relativa, a afirmação “toda verdade é relativa”, não é verdade!
Imagine esta conversa entre um cristão (Thomas) e um agnóstico (Aldo).
Aldo: “O evangelho pode ser verdade para você; não é para mim”.
Thomas: “Então toda verdade é relativa?”
Aldo: “Sim! Exatamente isso”.
Thomas: “Você está dizendo que nada é absoluto. Não existe nada que seja verdade em todas as situações?”
Aldo: “Exatamente! O cristianismo pode ser verdade para você, mas não é para mim”.
Thomas: “Isto é muito interessante! Você está me dizendo que absolutamente nada é absoluto. Se você estiver certo, você deve estar errado!”
Você entende? É contraditório. Não pode ser verdade em todos os casos que nada é verdade em todos os casos. A afirmação “não existem absolutos” é apresentada como uma afirmação absoluta. Isso não pode ser verdade.
Vamos continuar a conversa de Aldo e Thomas. Thomas irá levar Aldo a conclusões melhores sobre a natureza da verdade. Você pode ter conversas parecidas ao perguntar o mesmo tipo de perguntas que Thomas faz. Pratique ou encene este diálogo:
Thomas: “Então, Aldo, como você define a verdade?”
Aldo: “Verdade é o que você acredita”.
Thomas: “Ok. Bem, você poderia acreditar em algo que é falso?”
Aldo: “Sim”.
Thomas: “Então a verdade não é o que você acredita, não é?”
Aldo: “Acho que não”.
Thomas: “Se eu te dissesse que está chovendo fora desta sala agora, isto seria verdade ou uma afirmação falsa?” [Não está chovendo fora do lugar onde eles estão conversando.]
Aldo: “Seria uma afirmação falsa”.
Thomas: “Por que seria falso?”
Aldo: “Porque, na realidade, não está chovendo”.
Thomas: “Exatamente. Minha afirmação não equivale à realidade. Para uma alegação ou afirmação ser verdade, ela deve corresponder com a realidade. Uma alegação é falsa quando não corresponde com a realidade. A melhor definição de verdade é: verdade é uma ideia ou afirmação que corresponde com a realidade. Se este for o caso, a verdade é algo que descobrimos ou que criamos?”
Aldo: “Algo que descobrimos”.
Thomas: “Exatamente. É algo que descobrimos ou que é revelado a nós. Isto significa que a verdade existe fora de nós mesmos; é objetiva. Não é algo que criamos, mas algo que encontramos. Este sendo o caso, devemos nos tornar procuradores da verdade. Existem respostas reais e objetivas para as grandes perguntas filosóficas da vida (como de onde viemos, por que estamos aqui e para onde vamos), e é do nosso interesse descobrir as respostas”.
Equívoco 4: Sinceridade É Mais Importante que a Verdade
Esse equívoco está relacionado ao equívoco 3. Ele diz: “Não importa no que você acredita, com tanto que você seja sincero na sua crença. Não importa muito em quem ou no que você coloca sua fé. O importante é que você acredite em algo”.
► Como você pode responder a esse equívoco?
As pessoas que acreditam no Equívoco 3 (toda verdade é relativa), frequentemente acreditam no Equívoco 4. Contudo, nós já vimos que acreditar que veneno seja água, não a torna verdade. Acreditar em algo não o torna verdade. Isso é especialmente importante em relação à salvação. Apenas acreditar que sou salvo não é suficiente. Não importa o quão sincero eu sou. É importante no que acreditamos. Aquilo em que acreditamos é chamado de o objeto da nossa fé.
O objeto da nossa fé é importante. Novamente, vamos ilustrar isso com um exemplo da vida real. Imagine duas pessoas na beira de um precipício. Thomas diz: “Eu devo encontrar uma ponte forte que eu confie para me levar ao outro lado do desfiladeiro”. Aldo diz, “não importa se a ponte é forte, desde que eu acredite sinceramente”. Qual deles irá cruzar o desfiladeiro em segurança?
Existe apenas uma pessoa que pode nos salvar: Jesus Cristo. Devemos colocar nossa fé nEle. Não nos trará nada de bom colocarmos nossa fé em alguém ou em alguma coisa que não pode nos salvar, não importa quão sincero somos.
Nós não somos salvos pela nossa fé; somos salvos por Cristo quando colocamos nossa fé nEle. Somos salvos pela graça de Cristo através da fé.[1] Apenas Cristo pode trazer salvação.
Não é nem a força de nossa fé que nos salva; é o objeto de nossa fé. Imagine duas pessoas. Abdul é um muçulmano com uma forte fé nos ensinamentos de Maomé. Nestor é um cristão que ainda está fraco na sua fé. A fé de Nestor é real, mas fraca.
► Quem está salvo: Abdul com sua forte fé em Maomé ou Nestor com sua fraca (mas real) fé em Cristo?
O cristão é o único salvo, mesmo que tenha fé mais fraca. Por quê? Porque ele tem sua fé na pessoa certa.
Muitas pessoas dizem que uma pessoa pertencente a qualquer religião será salva, desde que seja sincera. Desde que acredite que a estrada que está é certa, ficará bem. Vamos ver como isso funciona.
► Olhe este mapa do estado de Iowa nos Estados Unidos.[2] Qual estrada vai de Des Moines a Davenport?
A resposta é a interestadual 80. Se eu dirigir pela interestadual 35 saindo de Des Moines e acreditando sinceramente que levaria a Davenport, ela me levaria a Davenport? Não!
Acreditar que uma estrada em particular me levará a um lugar, não significa que irá. Eu devo estar na estrada certa. Da mesma forma, acreditar que estou no caminho para o céu, não significa que esse trajeto me levará para lá. Eu devo realmente estar no caminho certo. O escritor de Provérbios alertou: “Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte”.[3] Jesus disse: “Eu sou o caminho... Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (João 14:6). Qualquer outro caminho que não seja Jesus, não nos levará ao céu.
[2]"Iowa" was created by SGC with open data from NED and Wiki Commons, available from https://www.flickr.com/photos/sgc-library/52344115203, public domain (CC0).
Apologética em Ação – A Conversão de Josh McDowell
Quando era um adolescente crescendo em Michigan, Josh McDowell (1939-)[1] buscava respostas para três grandes questões: Quem eu sou? Por que estou aqui? Para onde estou indo?
Josh procurou por respostas a essas questões na igreja, mas não as achou na igreja que ia. Procurou na educação secular, mas descobriu que seus professores e seus colegas não tinham respostas para essas grandes questões. Josh pensou que as respostas a essas questões poderiam ser encontradas nas festas, mas descobriu que a emoção das festas logo acabava – e ele continuava confuso sobre seu propósito de vida e seu destino.
As pessoas a sua volta pensavam que ele era feliz, mas ele estava vazio. Durante esse tempo, ele viu um grupo de alunos e de professores que eram felizes e pareciam ter paz interior.
Um dia, Josh se sentou para conversar com esses alunos. Quando eles mencionaram a fé deles em Deus, Josh os zombou: “O cristianismo é para fracos, não para intelectuais”. Porém, ficou tão impressionado por essas pessoas que perguntou a um deles: “Por que vocês são tão diferentes de todos os outros alunos e professores deste campus? O que mudou suas vidas?” A resposta da aluna o surpreendeu. Ela disse: “Jesus Cristo”.
Quando Josh argumentou que não poderia crer em Jesus, seu amigo o desafiou a fazer um estudo atencioso das alegações de Jesus Cristo: que Ele é Filho de Deus, que viveu como um humano na terra, que morreu na cruz pelos pecados da humanidade, que foi enterrado e ressuscitou três dias depois e que ainda está vivo e pode mudar a vida de uma pessoa hoje.
Josh aceitou o desafio para provar que a história do cristianismo não era verdade. Como um estudante de Direito, Josh sabia como examinar evidências. Ele começou estudando a Bíblia. Queria encontrar evidências de que a Bíblia não era confiável.
Por meses, Josh estudou as evidências da Bíblia. O que ele encontrou mudou sua vida. Descobriu que o Antigo e Novo Testamento eram um dos documentos mais confiáveis no mundo antigo. Isto o forçou a uma pergunta mais difícil: “Jesus foi mais do que um carpinteiro? Ele era verdadeiramente o Filho de Deus?” Josh chegou à conclusão de que Jesus realmente era o Filho de Deus.
Uma vez que nossa mente encontra a verdade do evangelho, estamos prontos para encarar a questão de nosso coração. Depois de reconhecer a verdade da Bíblia, Josh ainda não estava disposto a aceitar Cristo como seu Senhor. Existiam duas razões para sua relutância: prazer e orgulho.
Josh sabia que se tornar um cristão pararia seus prazeres pecaminosos e requereria que deixasse o controle de sua vida. Josh disse: “Eu era um campo de batalha ambulante. Minha mente me dizia que o cristianismo era verdade, mas minha vontade estava resistindo a isso com toda a energia que podia juntar”.
Ele também lutou contra seu orgulho. Se o evangelho era verdade, todas as suas crenças anteriores estavam erradas. Josh encarou as mesmas lutas que C.S. Lewis. Porém, depois de meses de luta, Josh McDowell se tornou cristão.
Daquele momento em diante, sua vida mudou. A apologética quebrou as barreiras intelectuais para a crença. Então, o Espírito Santo o levou a um lugar de crença. Como cristãos, podemos usar a apologética para levar os incrédulos a um lugar onde ficarão abertos para ouvir a voz de Deus.
[1]Este material é adaptado do testemunho de Josh McDowell retirado de https://www.cru.org/us/en/how-toknow-god/my-story-a-life-changed/my-story-josh-mcdowell.html 18 de abril de 2020..
Conclusão
Jia ouviu respeitosamente a pergunta de Lee: “Você pode comprovar a morte e ressurreição de Jesus usando o método científico?” Ela se lembrou que “as armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas”.[1] Ela rapidamente orou para que Deus a desse a habilidade de comunicar com poder divino.
Jia respondeu: “Lee, deixe-me perguntar uma coisa. Você conhece a história da China muito bem. Se responderes minha pergunta, estarei pronta para responder a sua. Pode ser?” Lee tinha certeza de que poderia responder à pergunta de Jia, então disse com confiança: “Claro!”
Jia disse: “Eu tenho tido dúvidas sobre Sun Yat-sen. Nossos livros de história nos dizem que ele fundou a República da China. Ele é até chamado de ‘Pai da Nação’. Mas você pode comprovar cientificamente e com 100% de certeza que Sun Yat-sen viveu?”
Lee riu. “Que pergunta boba! Claro, Sun Yat-sen viveu! Isto é fácil de provar. Deixe-me encontrar um jornal de 1925. Irá mostrar quando o Presidente Sun morreu.”
Jia interrompeu com um sorriso: “Não, não, não! Lembre-se que você pediu uma prova científica. Isto significa que você deve repetir um evento várias vezes enquanto registra os resultados. Esperarei aqui enquanto você maneja fazer o Sun Yat-sen renascer!”
“Isto não é justo”, Lee falava fortemente. “É impossível reproduzir a vida de Sun Yat-sen, mas sabemos que ele viveu! Temos testemunho escrito de autores de seu tempo; temos discursos que foram escritos por pessoas que o ouviram falar; até temos fotos do Presidente Sun. Você não pode ignorar essa prova histórico-legal, pode?”
“Você está certo”, Jia disse. “Eu acredito que Sun Yat-sen viveu. Eu não posso provar cientificamente com 100% de certeza, mas existem boas evidências de sua vida. Essa é a mesma razão pela qual creio que Jesus viveu, morreu e ressuscitou dos mortos. Os evangelhos foram escritos por pessoas que O conheciam bem; Mateus escreveu os sermões de Jesus; alguns dos grandes incrédulos se tornaram crentes quando viram a evidência física da ressurreição”.
“O evangelho chegou à China através da Índia, e foi levado à Índia por um apóstolo chamado Tomé. Lee, você me lembra Tomé. Eles o chamavam de “Tomé da dúvida” porque ele disse: “Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos... não crerei”.[2] Lee, dois mil anos atrás, Tomé teve as mesmas dúvidas que você tem. Mas ele abriu sua mente para a evidência – e sua vida mudou para sempre. A mesma coisa pode acontecer com você. A evidência está registrada nos evangelhos. Leia, deixe Deus falar e você irá encontrar boas razões para crer”.
(1) Apologética e a Cabeça: Você começará a próxima aula com um teste. Estude cuidadosamente essas questões em preparação para o teste.
(2) Apologética e o Coração: Ore pelo ímpio com quem você conversou semana passada. Ore a fim de que Deus abra seus olhos para a verdade. Ore para que Deus lhe dê as respostas enquanto fala com ele no futuro. Agradeça a Deus pela oportunidade de ser uma testemunha para essa pessoa.
(3) Apologética e as Mãos: Fale com alguém que acredita em pelo menos um dos quatro equívocos desta lição. Para determinar se alguém acredita nesses equívocos, pergunte questões como:
“Como o cristianismo deveria ser comprovado, se puder ser comprovado?”
“Quantas provas você precisaria para crer no cristianismo?”
“O que é a verdade?”
“A verdade é relativa?”
“Quão importante é que você creia na coisa ou pessoa certa?”
Pergunte ao não-crente as suas razões para crer no que crê. Pergunte se ele permitiria que você compartilhasse suas anotações desta lição. Se ele permitir, compartilhe as ilustrações e exemplos da lição. Não seja argumentativo, mas dê respostas simples e claras aos equívocos que o não crente possa ter. Tome notas sobre sua conversa para compartilhar na sua próxima aula.
Teste da Lição 2
(1) Quais são os elementos principais do método científico?
(2) No lugar do método científico, eventos históricos devem ser comprovados por qual método?
(3) Quais são os três tipos de evidências usados para provas histórico-legais?
(4) Por que dizemos: “Você não pode provar um evento histórico com 100% de certeza”?
(5) Se você não pode provar algo com absoluta certeza, mas tem prova suficiente para ter uma convicção interna de que aquilo seja verdade (e você está disposto a viver de acordo com esta convicção), você tem ___________ __________________.
(6) A ideia de que toda verdade é relativa é ________________________. Isso não pode ser verdade.
(7) O que é a verdade?
(8) Não é suficiente acreditar. Devemos colocar nossa fé no _______________ certa.
(9) Liste os quatro equívocos sobre apologética estudados nesta lição. Dê uma breve resposta para cada um.
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