MUITO IMPORTANTE: O teste desta lição será em forma de debate na sua próxima aula. Antes de começar a lição, leia as instruções da tarefa de “Apologética e a Cabeça” ao final desta lição. As questões de revisão irão ajudar os alunos a se prepararem para o debate.
Jia estava animada. Deus a tinha ajudado a demonstrar a confiabilidade do Novo Testamento para Lee. Certamente, ele logo aceitaria o evangelho. Este era mais que um quebra-cabeça intelectual; Jia estava orando por uma oportunidade de compartilhar o evangelho com seu amigo. Quando Lee se aproximou de Jia em uma casa de chá, ela sorriu e disse: “Você pensou sobre a conversa da semana passada?”
Lee sorriu: “Vejo que você leva seu livro bastante a sério! Você me convenceu de que os primeiros cristãos realmente criam que Jesus era o Messias e que Ele fez os milagres registrados nos evangelhos. Estou convencido de que o Novo Testamento é um registro correto do que a igreja primitiva acreditava. Porém, ainda há um problema. Mesmo que eles realmente cressem que Jesus ressuscitou dos mortos, hoje nós sabemos que a ressurreição é impossível!”
“Sim, os primeiros cristãos acreditavam na ressurreição, mas isso não a torna verdade. Lembre-se, as pessoas do mundo antigo acreditavam em muitos mitos. Elas acreditavam que a Terra era plana, acreditavam em fantasmas, acreditavam na ressurreição. Mas nós vivemos na era científica! Jia, você sabe que a Terra é redonda! Você sabe que fantasmas não existem! Como você pode realmente acreditar que um homem morto ressuscitou?”
► Como você responderia a Lee? Existe evidência histórica suficiente sobre a ressurreição de Jesus Cristo?
Nesta lição, olharemos para duas evidências que mostram que Jesus era quem dizia ser. Primeiro, olharemos para a profecia messiânica. Mostraremos que Jesus cumpriu predições exatas feitas centenas de anos antes de Seu nascimento. Segundo, examinaremos a evidência da ressurreição. Veremos que a ressurreição é mais do que uma bela história: é um evento histórico.
Jesus Cumpriu as Profecias Messiânicas?
► Por favor, responda as duas séries de perguntas.
Série Um:
Como estará a temperatura na sua cidade amanhã?
Quem será o próximo presidente do seu país?
Nos próximos vinte anos, a economia do seu país irá melhorar ou piorar?
Quão difíceis são estas perguntas?
Você acha que suas previsões são bastante corretas?
Série Dois:
Quem será o presidente do seu país em 2130?
Onde ele nascerá?
Como ele irá morrer?
Quão difíceis são estas perguntas?
O que diferencia esta série de perguntas da primeira série?
É bem fácil prever algumas coisas no futuro imediato. Baseado na temperatura de hoje, posso ter um bom palpite sobre a temperatura de amanhã. Baseado nas notícias, posso até ser capaz de prever quem será o próximo presidente.
É muito mais difícil prever algo 100 anos antes! Eu não sei quem estará vivo em 2130, então, não posso prever o nome, lugar de nascimento ou forma de morte do presidente.
As profecias da Bíblia acerca do Messias pertencem à segunda categoria. Os profetas previram eventos específicos centenas de anos antecipadamente, e essas previsões aconteceram exatamente como disseram.
Há cerca de sessenta profecias messiânicas específicas cumpridas na vida de Jesus. Nesta lição, olharemos doze dessas profecias. Os rabinos judeus que viveram antes do nascimento de Jesus as consideravam como profecias messiânicas.
► Divida a classe em dois grupos. Para cada profecia, forme o Grupo 1 para ler a profecia, e o Grupo 2 para ler sobre o cumprimento.
PROFECIAS CUMPRIDAS NA VIDA DE JESUS
PROFECIA
CUMPRIMENTO
Tribo de Judá – Gênesis 49:10
Lucas 3:23, 33
Casa de Davi – Jeremias 23:5
Lucas 3:23, 31
Nascido em Belém - Miquéias 5:2
Mateus 2:1
Anunciado por um mensageiro – Isaías 40:3
Mateus 3:1-3
Ministério de ensino e de cura – Isaías 61:1, 2; 32:3-4; 35:5
Mateus 9:24; Lucas 4:17-21
Vive antes da destruição do templo e de Jerusalém – Daniel 9:26
O templo e Jerusalém foram destruídos em 70 d.C.
Chamado de Senhor e Deus – Jeremias 23:6; Isaías 9:6
Lucas 2:11; João 20:28
Entra em Jerusalém em um jumento – Zacarias 9:9
Mateus 21:1-8
Em silêncio diante de seus acusadores – Isaías 53:7
Mateus 27:12
Foi ferido – Isaías 53:5
Mateus 27:26
Corpo perfurado na crucificação – Zacarias 12:10
João 19:34
Enterrado com o rico – Isaías 53:9
Mateus 27:57-60
É possível que essas previsões tenham sido cumpridas por acaso?
Impossível. Listamos doze das muitas dezenas de profecias cumpridas por Jesus. Uma estimativa bem conservadora da probabilidade dessas doze profecias terem sido cumpridas por acaso é de 1 em 100.000.000.000.000.000 (1 em 1017).
Imagine cobrir toda a França com moedas de sessenta centímetros. Marque uma das moedas com um “X” em vermelho. Coloque uma venda nos olhos de um homem e o peça para escolher uma moeda. Suas chances de pegar a moeda com o “X” vermelho é de 1 em 1017. Impossível!
É possível que Jesus tenha cumprido essas profecias deliberadamente?
Impossível. Jesus poderia escolher ser um mestre ou escolher ficar em silêncio diante de seus acusadores; porém, não poderia escolher Sua família, lugar de nascimento ou como os romanos perfurariam seu corpo depois de crucificado.
É possível que Deus tenha dado essas previsões?
Absolutamente sim. Se essas profecias não foram cumpridas por acaso nem por uma escolha deliberada de Jesus, as previsões devem ter vindo de alguém que poderia ver o futuro.[1] Tendo em vista que só Deus conhece o futuro, essas previsões devem ter vindo dEle. Aquele que cumpriu essas previsões foi escolhido por Deus.
[1]Alguns céticos argumentam que essas profecias foram escritas depois dos eventos que elas descrevem. Porém, é fácil de demonstrar que essas profecias foram feitas, pelo menos, 200 anos antes de Cristo. A Septuagenta (tradução grega do Antigo Testamento em hebraico) foi escrita mais ou menos 200 anos a.C. Como as profecias do Antigo Testamento foram traduzidas do hebraico para o grego em 200 a.C., devem ter sido escritas antes dessa data.
A Ressurreição de Jesus Cristo
A ressurreição de Jesus ou é a maior farsa ou é o milagre mais glorioso de todos os tempos. O cristianismo se firma ou cai na resposta a esta pergunta: “Jesus ressuscitou fisicamente dos mortos?” Paulo disse que se Cristo não ressuscitou dos mortos, nossa fé é inútil, e somos miseráveis. Por quê? Porque se Cristo não ressuscitou dos mortos, não temos a esperança da vida eterna.[1]
Para responder à pergunta “Jesus ressuscitou fisicamente dos mortos?”, olharemos para três tópicos:
1. Jesus morreu? Algumas pessoas negam que Jesus realmente morreu na cruz.
2. Por que a sepultura estava vazia? Algumas pessoas argumentam que Jesus não ressuscitou. Elas dizem que existe outra explicação sobre a sepultura vazia.
3. O que aconteceu depois da ressurreição? Existe evidência para a ressurreição nos eventos que ocorreram depois da primeira manhã do domingo de Páscoa?
A partir das respostas a essas perguntas, veremos que existe evidência suficiente para crer que Jesus ressuscitou fisicamente dos mortos. Isso é mais do que uma lenda, é um fato histórico.
Jesus morreu?
Quando discutimos sobre a ressurreição, precisamos demonstrar primeiramente que Jesus morreu. Alguns oponentes ao cristianismo, como os muçulmanos, negam que Jesus tenha realmente morrido. Quais são algumas evidências de Sua morte?
Perda de sangue antes da crucificação
Antes de Jesus ser crucificado, Ele foi açoitado por um soldado romano. O açoitamento romano era brutal e, frequentemente, matava as vítimas. Um médico escreveu:
O açoitamento romano normalmente consistia em trinta e nove chicotadas... O soldado usava um chicote de tiras de couro trançadas com bolas de metal tecidas nele. Quando o chicote batia na carne, essas bolas causavam hematomas e contusões profundas que se abriam com os outros golpes. O chicote também tinha pedaços de osso afiado que cortavam gravemente a carne.
As costas ficavam tão cortadas que, às vezes, parte da espinha ficava exposta, devido aos cortes profundos. Os açoites eram dos ombros até as costas, nas nádegas e atrás das pernas.[2]
Mesmo antes da crucificação, Jesus experimentou tanta dor e perdeu tanto sangue, que colapsou. Foi preciso encontrar outra pessoa para carregar a cruz. Jesus estava em uma condição crítica antes de ser pendurado na cruz.
Evidência da cruz
Na cruz, uma pessoa apenas conseguiria respirar ao puxar e empurrar os braços e as pernas. Depois que uma pessoa tivesse ficado na cruz bastante tempo e estivesse fraca, os soldados romanos quebravam as suas pernas para que a vítima não pudesse se mover. Isso causava um sufocamento na vítima.
Os líderes judeus não queriam deixar Jesus na cruz durante a observância da Páscoa. Por causa disso, os soldados foram quebrar as pernas de Jesus e dos dois ladrões. Porém, eles não quebraram as pernas de Jesus, porque Ele já estava morto. Os soldados romanos que eram designados às tarefas da crucificação sabiam bem como determinar se a vítima estava morta. Eles sabiam que Jesus estava morto.[3]
Uma forma em que os soldados romanos confirmavam se a vítima da crucificação estava realmente morta era enfiando uma lança no lado do corpo. Fluxo de sangue e água era um sinal de morte. Se a pessoa estivesse viva, apenas sangue fluiria. Quando o soldado feriu o lado de Jesus, “logo saiu sangue e água”.[4] Isso deu a confirmação ao soldado de que Jesus estava morto.
O centurião foi capaz de confirmar a Pilatos que Jesus estava morto. Depois, o corpo de Jesus foi enrolado em panos e posto na sepultura. Ninguém tinha dúvidas de que Jesus estava morto.
Por que a sepultura estava vazia?
Tanto os historiadores judeus como os historiadores romanos reconheceram que Jesus foi morto na crucificação. A próxima pergunta envolve a sepultura vazia. Os apóstolos pregaram que Jesus ressuscitou fisicamente da sepultura. Ensinaram uma ressurreição física. Eles sabiam que a sepultura estava vazia.
Os evangelhos confirmam que a sepultura estava vazia. O guarda romano não negou isso; os líderes judeus também não negaram. Imagine que os discípulos tivessem inventado a história da ressurreição. Seria fácil para os líderes judeus ou romanos mostrarem o corpo – e esse teria sido o fim do cristianismo. Ao invés disso, notícias da sepultura vazia inspiraram muitas pessoas a crerem em Cristo.
Não crentes tentaram dar outras explicações sobre esse assunto. Eles dizem:
Os discípulos roubaram o corpo
Assim que a sepultura foi encontrada vazia, os líderes judeus falaram que os discípulos tinham roubado o corpo de Jesus.[5] No segundo século, Trifão, um escritor judeu, disse:
Jesus, um enganador galileu, nós o crucificamos, mas seus discípulos roubaram-no à noite da sepultura e agora enganam os homens, dizendo que ele ressuscitou dos mortos e ascendeu aos céus.[6]
► Essa explicação é boa ou não? Por quê?
Existem pelo menos duas evidências contrárias a essa teoria.
Primeiro: para roubarem o corpo, os discípulos teriam que ultrapassar um treinado guarda romano, mover uma pedra pesada e fugir com o corpo sem serem notados. Esses mesmos discípulos fugiram com medo quando Jesus foi preso. É inconcebível que eles agora teriam coragem de encarar um guarda romano.
Se falhassem em seus deveres, os guardas receberiam uma sentença de morte. Eles tinham todos os motivos para serem vigilantes. Não existe razão para acreditar que eles seriam dominados por discípulos fracos ou que teriam dormido enquanto trabalhavam.
Segundo: se os discípulos roubaram o corpo, sabiam que a história da ressurreição era uma mentira. Nas palavras de Josh McDowell: “Quem morreria por uma mentira?” Sim, pessoas morreram crendo que uma mentira era verdade, mas poucas pessoas morreriam sabendo que estavam morrendo por uma mentira.
Acreditar que os discípulos roubaram o corpo requer que acreditemos que onze homens arriscaram suas vidas por uma história que sabiam ser falsa. Eles não ganharam riquezas ou poder com essa história; eles foram perseguidos e mortos por causa dela. Pense na forma que os discípulos morreram:
Pedro foi crucificado.
André foi crucificado.
Mateus foi decapitado.
Tiago, filho de Alfeu, foi crucificado.
Filipe foi crucificado.
Simão foi crucificado.
Tomé foi morto por lanças.
Bartolomeu foi crucificado.
Tiago, filho de Zebedeu, foi morto pela espada.
Esses homens deram suas vidas pela convicção de que Jesus ressuscitou dos mortos. Eles não morreram por uma mentira.
As autoridades romanas ou as autoridades judaicas removeram o corpo
Alguns céticos sugerem que os romanos ou os judeus removeram o corpo. Eles dizem que algum deles escondeu o corpo para que os cristãos não o encontrassem.
► Essa explicação é boa ou não? Por quê?
Essa explicação não tem sentido. Os judeus queriam destruir essa nova religião, e os romanos queriam manter a paz entre judeus e cristãos em Jerusalém.
Quando o cristianismo começou a se espalhar, os romanos ou os judeus poderiam ter mostrado o corpo para provar que Jesus ainda estava morto. Eles tinham todos os motivos para provar que Jesus ainda estava morto. Não há razão para eles quererem esconder o corpo.
Jesus não morreu, Ele estava inconsciente quando foi enterrado
A “teoria do desmaio” é popular entre muitos muçulmanos hoje. Eles dizem que Jesus não morreu na cruz. Em vez disso, Ele desmaiou por causa da dor e da perda de sangue. Os soldados pensaram que Ele estava morto, então O enterraram. Na sepultura, Jesus despertou e saiu. Seus seguidores acreditavam que Ele tinha ressuscitado dos mortos.
► Essa explicação é boa ou não? Por quê?
Para essa teoria ser verdadeira, pense em tudo que deveria acontecer:
Jesus teria que sobreviver aos terríveis açoites e à perda de sangue na cruz.
Ele teria que enganar soldados que eram treinados para matar e para confirmar a morte.
Depois de acordar de seu “desmaio”, esse homem fraco teria que empurrar uma pedra pesada da sepultura.
Ele teria que dominar os guardas romanos que trabalhavam ali.
Nesse estado de fraqueza, Ele teria que parecer muito poderoso para que Seus seguidores se convencessem de que Ele era Senhor da vida e vitorioso sobre a morte.
Isso não vai ao encontro daquilo que lemos sobre a crucificação e a ressurreição. A única opção que faz sentido é que Jesus ressuscitou assim como disse que iria.
O que Aconteceu depois da Ressurreição?
A evidência da ressurreição não acaba na sepultura. Jesus apareceu para centenas de pessoas nas semanas seguintes. A ressurreição transformou a vida delas – e continua a transformar vidas hoje.
A evidência das aparições de Jesus posteriores à ressurreição
Uma das listas mais completas sobre as aparições posteriores à ressurreição é a lista de Paulo em 1 Coríntios 15:3-8. Paulo escreveu sua lista por volta do ano 55 d.C, entre vinte e vinte e cinco anos depois da ressurreição. Essa lista de testemunhas inclui Pedro, os doze discípulos e Tiago.
Paulo menciona um grupo de 500 pessoas que viram o Jesus ressurreto. A maioria dessas pessoas ainda estavam vivas. Se o relato de Paulo estivesse errado, elas poderiam apontar o seu erro! Paulo sabia que as pessoas não desafiariam sua palavra.
Os quatro evangelhos registram os testemunhos daqueles que viram Jesus depois da ressurreição. Esses primeiros cristãos arriscaram sua vida pelos seus testemunhos. Muitos morreram por causa de suas crenças. Se a ressurreição não tivesse acontecido, eles saberiam. Não teriam morrido por algo que sabiam ser mentira.
Um dos aspectos mais extraordinários das aparições de Jesus depois da ressurreição é o relato de mulheres como primeiras testemunhas. Maria Madalena, Joana, Maria - mãe de Tiago - e Salomé foram algumas das primeiras pessoas a irem à sepultura.[7] Hoje, isso pode parecer sem importância, mas no mundo antigo, isso é um suporte forte para a verdade dos evangelhos.
No primeiro século, o testemunho de uma mulher não era aceito no tribunal. Por causa do seu baixo nível social, as mulheres não tinham posição legal. Mesmo os discípulos rejeitaram o testemunho delas no início.[8]
Se os autores dos evangelhos estivessem inventando essa história, eles não incluiriam mulheres como testemunhas da sepultura vazia. O escritor de uma ficção teria usado testemunhas credíveis, como líderes religiosos respeitados, para testificar sobre a ressurreição. Ao invés disso, os autores dos evangelhos escreveram a história exatamente como aconteceu.
Em pesquisas históricas, damos muita credibilidade às testemunhas oculares. A mesma ideia deve ser verdadeira quando estudamos a verdade histórica da ressurreição. Essas foram as primeiras testemunhas oculares. O testemunho delas deve ser considerado valioso para a verdade da ressurreição.
A evidência de vidas transformadas
Outra evidência da ressurreição é o seu impacto nas outras pessoas. No primeiro século, muitos foram convencidos da verdade da ressurreição. Suas vidas foram transformadas pelo Cristo ressurreto. Alguns nomes irão ilustrar esse ponto.
Paulo, o maior inimigo do cristianismo, tornou-se seu maior defensor. Ele viajou ao redor do império romano testificando sobre a verdade da ressurreição.
Tiago, meio-irmão de Jesus, era cético durante a vida terrena de Jesus. Porém, ao ver Jesus vivo depois da ressurreição, Tiago se convenceu sobre a verdade da reivindicação de Jesus sobre ser o Messias. Ele se tornou o líder da igreja em Jerusalém.
Impacto contínuo na igreja
Para celebrar a ressurreição semanalmente, os primeiros cristãos mudaram o seu dia de adoração do sábado para o domingo. Já que a ressurreição ocorreu no primeiro dia da semana, eles adoravam no primeiro dia da semana. Os primeiros cristãos celebravam a Páscoa para comemorar a ressurreição física e literal de Jesus.
Artes dos primeiros séculos mostram a convicção cristã de que “Jesus é Senhor”. A moeda à direita inclui símbolos que eram populares na igreja primitiva.[9]
Primeiro, ela cruza duas letras do alfabeto grego: χ (chi) e ρ (rho), as duas primeiras letras da palavra grega “Christòs” ou “Cristo”. Depois, ela adiciona α (alfa) e ω (ômega), a primeira e a última letra do alfabeto grego, significando que Jesus é o começo e o fim de todas as coisas.
As paredes das catacumbas mostram outro resumo da crença dos primeiros cristãos, o símbolo de um peixe. A palavra grega para peixe era ἰχθύς (ichthus). Cada letra lembrava os primeiros cristãos de algum aspecto da crença em Jesus de Nazaré. O símbolo do peixe se tornou um credo simples para eles: Jesus Cristo, Filho de Deus e nosso Salvador.[10]
Você pode ver quão estimado Jesus era pelos primeiros cristãos. Eles adoravam a Cristo como o Senhor vivo. A melhor explicação para a adoração deles é a ressurreição física e literal de Jesus, aquele que eles criam ter vencido a morte como Senhor da vida.
[9]Image: "CE30928 Moneda", taken by Angel M. Felicísimo on Feb 7, 2016, retrieved from https://www.flickr.com/photos/elgolem/24386520264, licensed under CC BY 2.0, cropped and desaturated from the original.
[10]Image: "ICTHUS", retrieved from https://commons.wikimedia.org/wiki/File:ICTHUS.gif, public domain.
O Que as Profecias Cumpridas e a Ressurreição Provam?
As profecias messiânicas que foram cumpridas na vida de Jesus demonstram que Ele era o Messias prometido. Muito antes do nascimento de Jesus, os rabinos judeus concordavam que essas profecias apontavam para o Messias. O fato de que profecias detalhadas acerca do Messias aconteceram centenas de anos depois de serem previstas demonstra que Deus as inspirou, que Ele guiou o nascimento de Jesus e que Deus enviou Jesus como o Messias judeu!
► Por que a ressurreição é tão importante para a fé cristã?
A ressurreição é central na fé cristã, porque prova que Jesus é quem dizia ser – o Filho de Deus, Deus em carne. Apenas Deus tem o poder de ressuscitar os mortos, e Ele não ressuscitaria um mentiroso. Depois mostraremos que Jesus dizia ser Deus. A ressurreição testificava sobre a verdade da afirmação de Jesus.
A ressurreição valida a declaração de Jesus de que Sua morte seria o “resgate por muitos”.[1] A ressurreição mostra que Jesus tem poder sobre a morte. Por causa disso, Jesus é capaz de dar vida aos Seus seguidores, como prometeu.
Apologética em Ação - O Testemunho de Simon Greenleaf
Simon Greenleaf (1783-1853)[1] foi um dos fundadores da Escola de Direito de Harvard. Durante muitas décadas, o seu Tratado da Lei da Evidência foi considerado o melhor livro sobre evidência legal.
Simon também era um judeu agnóstico que acreditava que a ressurreição de Jesus era uma farsa. Quando um aluno o desafiou a estudar a evidência, o Professor Simon determinou-se a provar que a ressurreição era simplesmente um mito. Ao invés disso, ele se convenceu de que a ressurreição é um fato histórico.
Ao reconhecer a evidência poderosa da ressurreição, Simon se tornou um cristão comprometido. Seus escritos inspiraram alguns dos maiores apologistas da atualidade – incluindo Josh McDowell e Lee Strobel - ambos já estudados neste curso.
Depois de estudar a evidência da ressurreição, Simon escreveu: “Se a evidência da ressurreição fosse levada diante de qualquer corte imparcial, ela seria entendida como um fato histórico – Jesus Cristo ressuscitou dos mortos!”
O livro mais famoso de Simon é “O Testemunho dos Evangelistas: Os Evangelhos Examinados pelas Regas de Evidência”.[2] Nesse livro, Simon aplicou as regras de evidência legal utilizadas em um tribunal. Ele concluiu que, qualquer corte justa reconheceria os evangelhos como evidências legais. Esse importante estudioso jurídico do início do século dezenove reconheceu que o exame da evidência histórica mostra que a ressurreição de Jesus Cristo foi um fato, não uma ficção.
[1]Image: "Simon Greenleaf", retrieved from https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Simon_Greenleaf.jpg, public domain.
[2]Título original: The Testimony of the Evangelists: The Gospels Examined by the Rules of Evidence
Conclusão
“Lee”, Jia respondeu, “entendo sua hesitação em crer na ressurreição. Parece impossível! Mas você está ignorando evidências históricas sobre a veracidade dessa história. Não é verdade que as pessoas do mundo antigo esperavam que os mortos voltassem de suas tumbas. Sim, alguns deles acreditavam em fantasmas, mas acreditavam que os fantasmas eram pessoas mortas. Ninguém pensava que o fantasma era uma pessoa que voltou da tumba.
[1]“As pessoas do mundo antigo podiam não conhecer a ciência moderna, mas sabiam que pessoas mortas permanecem mortas. Os discípulos foram surpreendidos pela ressurreição. Nenhum deles esperava ver Jesus vivo. Eles acreditaram apenas depois de serem confrontados com evidências irresistíveis: “Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito”.[2]
“O apóstolo Paulo, um judeu que lutou contra a fé cristã, tornou-se crente depois de encontrar o Senhor ressurreto. Lembre-se, Paulo escreveu as suas cartas enquanto centenas de pessoas que testemunharam a morte de Jesus ainda estavam vivas. Se o testemunho de Paulo fosse falso, elas saberiam! Mas Paulo escreveu sem medo de contradições:
... Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo.[3]
“Lee, Paulo sabia que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos. Jesus é o Filho de Deus que morreu pelos nossos pecados e que demonstrou Seu poder sobre a morte através da ressurreição. E se crermos nEle, poderemos compartilhar de Sua vitória sobre a morte. Poderemos ter vida eterna!”
“… modernistas gostam de imaginar que eles são as primeiras pessoas na história a notarem que mortos continuam mortos. Messias mortos ficam mortos. Todos sabem disso. Sim, eles creem na ressurreição no final dos tempos, mas não hoje... A Páscoa foi uma surpresa... Essa é a fundação da igreja, da fé cristã, da vida e esperança cristã, do amor e do riso e testemunho. A Páscoa não é apenas improvável, é impossível. Mas aconteceu.”
- Adaptado de um sermão de Páscoa
de N.T. Wright, 11 de abril de 2009
(1) Apologética e a Cabeça: O teste desta lição será diferente das outras. Em vez de escrever respostas para perguntas, você irá apresentar as respostas em um debate. O líder de classe irá fingir ser um cético que nega a verdade sobre a ressurreição. Você irá apresentar as evidências da ressurreição aprendidas nesta lição.
Por exemplo, se o “cético” argumentar que Jesus não morreu realmente na cruz, você dará as razões pelas quais podemos ter certeza de que Jesus estava morto. Se o cético disser que a história da ressurreição foi inventada pelos discípulos, você poderá apontar para o testemunho das mulheres como uma razão para crer na história. Enquanto você se prepara para o debate, organize as informações desta lição de uma forma que o ajude a responder os questionamentos que céticos poderiam ter sobre a ressurreição.
(2) Apologética e o Coração: Em Romanos 1:4, Paulo diz que a ressurreição testifica que Jesus era o Filho de Deus. Depois, em Romanos 6, Paulo mostra que nós que “morremos com Cristo” estamos unidos a Ele em Sua ressurreição. Isso tem um poderoso envolvimento na nossa vida cristã diária. Agora estamos “mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus”. (Romanos 6:11).
Pense em sua vida cristã diária. Você luta com repetidas tentações em alguma área? Se sim, medite na verdade de Romanos 6. Você está morto para o pecado e vivo para Deus. Por causa da ressurreição, você pode viver em vitória diária sobre o pecado. Nesta semana, separe um tempo para agradecer a Deus diariamente pela contínua vitória sobre o pecado.
(3) Apologética e as Mãos: No final da lição 5, você perguntou a um não crente se poderia compartilhar sobre os blocos que sustentam a fé cristã. Converse com essa pessoa novamente e compartilhe as informações aprendidas nesta lição. Pergunte se você pode compartilhar as evidências sobre a verdade da ressurreição. Antes do seu encontro, ore para que Deus prepare o coração dela para receber a verdade. Relate sua conversa na próxima aula.
Lição 7 (Guia de Revisão)
(1) Liste três profecias messiânicas cumpridas na vida de Jesus.
(2) O que o cumprimento de várias profecias messiânicas demonstra sobre a origem delas?
(3) Liste três explicações que os céticos dão sobre a sepultura vazia. Para cada uma, dê uma razão pela qual a explicação é insuficiente.
(4) Por que é significante o fato de os evangelhos incluírem mulheres entre as primeiras testemunhas da ressurreição?
(5) Por que é significante que os primeiros cristãos adorassem no primeiro dia da semana e celebrassem a Páscoa todos os anos?
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