Nota ao Líder de Classe
Esta lição é longa e contém muitas informações importantes. Talvez você queira dividi-la em duas partes.
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Esta lição é longa e contém muitas informações importantes. Talvez você queira dividi-la em duas partes.
Jia estava sentada no parque lendo a história da crucificação e ressurreição de Jesus. Desde que se tornou cristã, essa é sua parte favorita do Novo Testamento. Ela leu o evangelho de João tantas vezes que poderia recitar a história da ressurreição de memória.
Quando Lee passou, viu o que ela estava lendo. “Jia, por que você lê tanto esse livro? Não é melhor do que nossas lendas antigas chinesas!”
Jia protestou: “Isto é mais do que uma lenda; esta é a Palavra de Deus! As histórias neste livro foram escritas por pessoas que passaram anos com Jesus. Este livro me conta como era ouvir Jesus ensinar e ver Seus milagres. Eu amo este livro!”
Lee sorriu: “Tenho certeza de que é interessante, mas os evangelhos foram escritos bem depois da morte de Jesus. Quando o Novo Testamento foi escrito, muitas das histórias da vida de Jesus foram modificadas. Não podemos depender deste livro em relação à história. É um livro religioso, não um livro de história! Você pode ter ‘fé’ no seu livro se quiser, mas não pode saber se é verdadeiro”.
“Eu discordo!” Jia respondeu. “Estou colocando meu futuro eterno neste livro porque sei que ele é verdadeiro. Posso te mostrar algumas coisas que aprendi que sustentam a confiabilidade deste livro? Sim, tenho fé, mas a minha fé está firmada no fundamento da verdade histórica.”
► Como você responderia a Lee? Podemos confiar nas histórias da Bíblia? Como podemos saber que essas histórias são verdadeiras?
Algumas pessoas dizem: “Não importa no que você acredita, desde que você seja sincero na sua fé”. Na lição 2, vimos o problema desta afirmação. Mesmo se você acreditar sinceramente que um vidro de veneno é água, você ainda morrerá por causa do veneno. Acreditar não é suficiente; sua fé deve estar baseada na verdade.
Na lição 5, estudamos o argumento geral do cristianismo. Você aprendeu a construir uma defesa do cristianismo, bloco por bloco ou premissa por premissa. Agora, temos que demonstrar que todas as premissas são verdadeiras. Se assim forem, a conclusão será verdadeira. Porém, temos que mostrar que são verdadeiras, começando com a primeira premissa ou primeiro bloco.
► O que aconteceria com a nossa defesa do cristianismo se alguém provasse que o Novo Testamento não é historicamente confiável?
Se o Novo Testamento não é confiável historicamente, somos seguidores de uma falsa religião. O Novo Testamento é historicamente confiável? Nesta lição, estudaremos três objeções comuns à confiabilidade do Novo Testamento e, então, responderemos a estas objeções.
Objeção 1: O Novo Testamento foi escrito de 100 a 200 anos depois da vida de Jesus. Muitas das histórias no Novo Testamento são mitos.
Céticos dizem que o Novo Testamento foi escrito de 100 a 200 anos depois da morte de Jesus. Durante essas décadas, as histórias da vida de Jesus foram comunicadas oralmente ao invés de em uma forma escrita. Isto significa que as histórias poderiam ser modificadas. Os céticos que fazem essa objeção dizem que muitas das histórias incluídas nos evangelhos são mitos que se desenvolveram durante esse período de 100 a 200 anos.
Resposta à Objeção 1: O Novo Testamento estava completo dentro de sessenta anos depois da vida de Jesus. Este tempo não era suficiente para a história de Cristo ser distorcida e ser um mito.
Há fortes evidências de que o Novo Testamento foi escrito por testemunhas oculares da vida de Jesus. No tempo que os evangelhos foram escritos, existiam muitas pessoas vivas que testemunharam os eventos descritos. Essas pessoas saberiam se as histórias não fossem verdade!
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Temos boas evidências de que o Novo Testamento foi finalizado dentro dos sessenta anos posteriores à morte de Jesus. Na verdade, a maioria dos livros do Novo Testamento foram escritos por volta de trinta anos após a morte de Cristo. Aqui estão quatro evidências que sustentam nossa resposta à objeção 1.
Evidências:
1. Manuscritos do início do segundo século foram encontrados. O Papiro de John Rylands[1] é um fragmento do evangelho de João encontrado no Egito. Essa cópia de João foi datada do ano 125 d.C. Para que o Papiro de John Rylands chegasse no Egito e fosse copiado em 125 d.C., o manuscrito original deve ter sido escrito anteriormente.
2. Pais da igreja primitiva[2] como São Clemente I e Inácio de Antioquia citavam os livros do Novo Testamento no ano 100 d.C. Isto mostra que estes livros já circulavam naquela época.
3. A maior parte do Novo Testamento deve ter sido escrita antes da destruição de Jerusalém pelo exército romano em 70 d.C., porque não existe referência a esse evento histórico no Novo Testamento, como se já tivesse acontecido. A destruição de Jerusalém teve um grande impacto na igreja cristã. Escrever o Novo Testamento depois de 70 d.C. sem mencionar a destruição de Jerusalém, seria como escrever uma história da Inglaterra no século vinte sem mencionar a Segunda Guerra Mundial.
4. O livro de Atos e todas as cartas de Paulo foram escritas antes da morte de Paulo pelos anos 60.[3] Atos 1:1-2 mostra que o evangelho de Lucas foi escrito antes do livro de Atos. Então, o evangelho de Lucas é anterior aos anos 60.
Conclusão: os relatos do Novo Testamento foram escritos por testemunhas oculares dentro de poucas décadas depois da vida de Jesus.
| Data | Evento |
|---|---|
| 33 d.C. | Ascenção de Jesus |
| 65 d.C. | Morte de Paulo |
| 70 d.C. | Destruição de Jerusalém |
| 100 d.C. | São Clemente I e Inácio de Antioquia |
| 125 d.C. | Papiro de John Rylands |
Nós determinamos o tempo aproximado em que o Novo Testamento foi escrito, mas sabemos o que estava escrito originalmente? Alguns céticos argumentam que os livros no nosso Novo Testamento são diferentes dos evangelhos originais. Se não temos o que foi escrito originalmente, não podemos confiar no Novo Testamento.
Três principais testes são usados para determinar a confiabilidade de documentos antigos. Esses três testes são usados em qualquer exemplar de literatura antiga. Eles nos ajudam a verificar a confiabilidade histórica do texto que estamos lendo. O primeiro é o Teste Bibliográfico.
O teste bibliográfico examina quão bem preservado está o documento. A partir deste teste, sabemos se temos o texto do documento original ou não.
Há três aspectos do teste bibliográfico:
1. Lapso temporal. Este aspecto mede o número de anos entre o documento original e as cópias mais antigas encontradas. Quanto menor for o lapso temporal, mais podemos confiar nas nossas cópias.
2. Número. Este aspecto mede o número de cópias do documento escritas à mão existentes. Quanto maior o número de cópias existentes, mais certeza temos sobre o texto original.
3. Qualidade. Este aspecto mede quão similar são os manuscritos existentes. Ele examina as diferenças entre as cópias escritas à mão que possuímos na atualidade. Quanto menos diferenças as cópias tiverem, mais certeza temos sobre o texto original.
Essas medições respondem às objeções dos céticos que argumentam que não podemos confiar nas nossas cópias do Novo Testamento. Vamos olhar para uma segunda objeção dos céticos.
Objeção 2: Não podemos confiar em nossas cópias do Novo Testamento, porque passou muito tempo entre os manuscritos originais e as cópias mais antigas existentes.
Essa objeção aponta para a verdade de que quanto mais tempo passar entre o original e a cópia, haverá mais probabilidade de conter erros. Porém, a objeção erroneamente afirma que existe um período longo entre o Novo Testamento e as cópias mais antigas; e que, portanto, não podemos confiar no nosso Novo Testamento.
Teste Bibliográfico: Lapso temporal
Nossa resposta à essa objeção olha para o curto lapso temporal entre o escrito original do Novo Testamento e nossas cópias mais antigas existentes.
Resposta à Objeção 2: O lapso temporal do Novo Testamento é mais curto do que qualquer outra literatura do mundo antigo.
O lapso temporal entre os originais e as cópias mais antigas existentes da maioria das obras clássicas gregas é em torno de 1.000 anos. Por exemplo, há 950 anos entre o escrito original dos Anais de Tácito e nossa cópia mais antiga (da segunda metade da obra). Em contraste a isso, o lapso temporal para a maior parte dos livros do Novo Testamento é em torno de 150 anos.
| Data | Evento |
|---|---|
| 33 d.C. | Ascensão de Jesus |
| 60 d.C. | Maioria dos escritos do NT |
| 125 d.C. | Papiro de John Rylands |
| 200 d.C. | Cópias da maior parte do NT |
Esta linha do tempo mostra que a maior parte do Novo Testamento foi escrita dentro de trinta anos após a ascensão de Jesus. Temos cópias de manuscritos da maior parte dos livros do Novo Testamento feitas em torno de 150 anos depois dos escritos originais. Compare isto com alguns outros clássicos gregos famosos.
| Autor | Obra | Tempo entre o escrito original e a cópia mais antiga |
|---|---|---|
| Platão | Tetralogia | 1.300 anos |
| César | De Bello Gallico | 950 anos |
| Tácito | Anais (primeira metade) | 750 anos |
| Homero | Ilíada | 400 anos |
| O Novo Testamento | 150 anos |
Perceba o curto lapso temporal entre os documentos originais do Novo Testamento e nossas cópias mais antigas. Ninguém argumenta que não podemos confiar em Platão ou César. Se essas literaturas sobreviveram 1.000 anos sem se corromperem, por que deveríamos pensar que o Novo Testamento foi corrompido durante o lapso de 150 anos?
Os historiadores aceitam outros documentos antigos como confiáveis depois de 1.000 anos. Porém, sem razão, céticos rejeitam o Novo Testamento dizendo serem não confiáveis, embora ele passe nos testes de confiabilidade muito melhor do que outros documentos antigos.
Objeção 3: Mesmo existindo um curto espaço de tempo entre os originais e as primeiras cópias, existem muitas diferenças entre os manuscritos existentes do Novo Testamento para sabermos o que estava no original. Nós temos muitos manuscritos conflitantes.
Essa é uma objeção comum acerca da confiabilidade do Novo Testamento. Baseado nessa objeção, os mórmons dizem que precisamos do Livro dos Mórmons, e os muçulmanos dizem que precisamos do Alcorão.
► Como você responderia a um mórmon que diz que precisamos do Livro dos Mórmons uma vez que o Novo Testamento não é confiável?
Resposta à Objeção 3: O vasto número de manuscritos existentes do Novo Testamento e o número pequeno de conflitos mostram que podemos confiar no Novo Testamento. Os aspectos número e qualidade do teste bibliográfico demonstrarão isso.
Teste Bibliográfico: Número
O aspecto número tem relação com a quantidade de manuscritos antigos disponíveis para fazer comparações. Quanto mais manuscritos tivermos, mais perto ficaremos da leitura do manuscrito original. A ilustração abaixo mostra o valor de se ter muitos manuscritos.
Imagine que o X no topo é o texto original. Os outros x são cópias posteriores. Embora existam pequenas diferenças nos x posteriores, é óbvio que cada cópia é um “x”. Você não olhará a quarta linha (últimas cópias) e lerá um grupo de “o”.
Isso mostra a importância do número de cópias. Já que não temos mais os manuscritos originais, dependemos das cópias para descobrir o que foi escrito originalmente. A melhor forma de reconstruir o original é comparando o maior número de manuscritos possível. Se vários manuscritos são analisados, podemos determinar a forma original de cada passagem.
Quantas cópias antigas do Novo Testamento possuímos? Estudiosos encontraram em torno de 25.000 fragmentos e manuscritos. Isto inclui mais de 5.800 manuscritos gregos, mais de 10.000 manuscritos em latim e milhares de outros manuscritos em outras línguas.
Além disso, existem milhares de citações do Novo Testamento nos escritos dos pais da igreja. Apenas com estes, poderia se reconstruir praticamente todo o Novo Testamento.
[1]Compare isto com o número de manuscritos da literatura clássica grega e romana. Depois do Novo Testamento, a obra de literatura antiga com o maior número de cópias existentes (de longe) é a Ilíada de Homero. Comparado às 25.000 cópias do Novo Testamento, nós temos em torno de 1.800 cópias da Ilíada. A evidência do manuscrito do Novo Testamento é bem superior à evidência do manuscrito da literatura clássica grega e romana. Novamente, a evidência mostra que podemos confiar na veracidade do Novo Testamento.
Teste Bibliográfico: Qualidade
O aspecto da qualidade mede as diferenças entre os manuscritos existentes de um texto antigo. Para entender isto, olhe a ilustração abaixo.
Ilustração 1
Como anteriormente, imagine que o X no topo é o texto original. As outras letras são cópias. Neste exemplo, as diferenças são enormes! Agora, o “x” tornou-se “e” ou “p”. A qualidade destas cópias é baixa.
Agora, compare a ilustração 1 com a ilustração 2 abaixo:
Ilustração 2
Aqui, as cópias posteriores mostram apenas pequenas diferenças. É óbvio que cada um deles é um “x”. A qualidade dessas cópias é alta.
A ilustração 2 é uma boa representação das diferenças em nossas cópias do Novo Testamento. A partir do exame de milhares de cópias antigas, vê-se que existe menos de 1% do Novo Testamento que é substancialmente afetado por variações no texto (em torno de 400 das 138.000 palavras no NT).[2] Este 1% se refere a diferenças significativas, mas nenhuma delas afeta qualquer doutrina principal de ensinamento ou qualquer mandamento moral do Novo Testamento. Qualquer doutrina significante ensinada em uma passagem onde a redação não é clara, é ensinada em outras partes da Bíblia.
Se compararmos isso com outras literaturas antigas gregas e romanas, veremos que o Novo Testamento é muito confiável. Apenas a Ilíada de Homero está próxima da qualidade das cópias do Novo Testamento. Essa evidência confirma que temos o texto original escrito pelos autores bíblicos.
“O cristão pode segurar toda a Bíblia em sua mão e dizer sem medo e hesitação que ele segura a verdadeira Palavra de Deus, entregue sem perdas essenciais de geração em geração ao longo dos séculos.”
- Sir Frederick Kenyon,
Diretor do Museu Britânico
Alguns céticos irão considerar o teste bibliográfico e responder: “Tudo bem. Nós temos o que os autores do Novo Testamento escreveram. Mas, como saberemos que eles escreveram de modo exato? Talvez eles tenham inventado um mito”.
Objeção 4: Não podemos confiar que os autores do Novo Testamento registraram de modo exato os eventos que aconteceram. Eles não são testemunhas confiáveis.
Para responder essa objeção, olharemos para a evidência interna e a evidência externa da confiabilidade da Bíblia. A evidência interna olha para o texto em si. Analisa-se o que está escrito para determinar se podemos confiar no autor. O teste da evidência interna pergunta: “Podemos confiar no que os autores escreveram? Eles foram honestos e competentes?” O teste da evidência externa olha para informações de fora que sustentam a verdade do Novo Testamento.
Resposta à Objeção 4: O teste da evidência interna e da evidência externa mostra que o Novo Testamento é um registro histórico confiável.
Evidência Interna: Testemunho da Testemunha Ocular
► Leia 2 Pedro 1:16; 1 João 1:1; e Lucas 1:1-4. O que esses versículos nos contam sobre o testemunho dos autores?
Os evangelhos foram baseados nas memórias das pessoas que tiveram um contato próximo com Jesus. Elas reportaram o que pessoalmente viram e ouviram.
Pode-se confiar nas memórias delas por duas razões:
1. O tempo deles com Jesus foi a coisa mais importante que aconteceu a eles. Já que o tempo dos discípulos com Jesus foi tão significante para eles, provavelmente lembrariam bem dos detalhes.
► Você consegue se lembrar onde você estava na manhã de terça-feira de seis meses antes de estudar esta lição? Provavelmente não. Mas você consegue se lembrar onde estava quando entregou sua vida a Cristo e se tornou filho de Deus? Provavelmente sim! Nós lembramos dos detalhes de eventos importantes muito mais do que da vida diária.
2. Jesus falou aos seus discípulos que o Espírito Santo os lembraria de tudo o que Ele disse para eles (João 14:25-26).
Evidência Interna: A Presença de Testemunhas Vivas
No tempo em que os evangelhos foram escritos, muitas testemunhas ainda estavam vivas. Essas pessoas haviam visto Jesus e saberiam se os evangelhos incluíam histórias falsas.
Algumas dessas testemunhas não eram crentes. Esses críticos teriam amado colocar os apóstolos em descrédito. Se os autores tivessem cometido algum erro, os críticos apontariam. Por exemplo, se o corpo de Jesus tivesse ficado no sepulcro, seria fácil para os líderes judeus dizerem: “Aqui está o corpo!”
Os evangelhos contam a história de Jesus alimentando 5.000 homens, além de mulheres e crianças. Se essa história fosse falsa, alguém teria dito: “Eu estava lá naquele dia. Não foi isso que aconteceu. Todos nós levamos almoço!”
Evidência Interna: Os Autores Morreram Por Causa da Fé
Os apóstolos morreram porque não abandonariam a fé cristã. Alguns deles foram torturados, todos eles sofreram oposição, a maioria deles morreu como mártires. Às vezes, as pessoas irão morrer pelo que acreditam ser verdade, mas não por algo que sabem que é falso.
Se a ressurreição não tivesse acontecido, os discípulos saberiam. Os discípulos que se esconderam com medo depois da prisão de Jesus não teriam morrido por algo que sabiam que era falso. A disposição deles de entregar suas vidas pela fé confirma a crença deles.
Os escritores dos evangelhos eram dignos de confiança e competentes. Esta é uma evidência interna de que temos um Novo Testamento confiável.
Quando Randall McElwain estava ensinando em um seminário na África, ele deu aula a um aluno que tinha estudado com críticos liberais que rejeitavam a verdade da Bíblia. Esses críticos convenceram esse jovem estudante de que a Bíblia estava cheia de contradições. Quase todos os dias, Toni dizia a Randall: “Encontrei uma contradição na Bíblia. Você pode explicar...?”
No início, Randall ficava nervoso em pensar que Toni encontraria um problema para o qual não haveria uma boa resposta. Entretanto, quanto mais eles estudavam, mais Randall percebia que as “contradições” eram resultado de um entendimento inapropriado sobre a Bíblia. Ao final do curso, Toni admitiu: “A Bíblia é muito mais confiável do que pensei”.
Para abordar supostas contradições, você deve entender o Princípio da Não-contradição. Esse princípio diz: “Uma afirmação não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo e no mesmo sentido”. Então, se uma afirmação contradiz absolutamente outra afirmação, pelo menos uma delas não pode ser verdade.
De modo que, se uma afirmação contradiz absolutamente a outra, em nenhum sentido pode acontecer de ambas serem verdadeiras. Se existir alguma possível explicação lógica, não é uma contradição real. Os exemplos que Toni trouxe eram contradições aparentes, não contradições reais.
Vamos ver exemplos de contradições aparentes e reais:
Uma Contradição Aparente:
Jeni diz: “Eu vi um carro azul em um acidente no meu caminho até a escola nessa manhã”.
Roberto diz: “Eu vi um carro vermelho em um acidente no meu caminho até a escola nessa manhã”.
Alguém pode dizer: “Essas histórias se contradizem!” Mas esta é apenas uma contradição aparente. É possível que Jeni e Roberto tenham visto acidentes diferentes. É possível que dois carros tenham se acidentado juntos; Jeni notou o carro azul, e Roberto notou o carro vermelho. Ambas as histórias podem ser verdadeiras. Essa não é uma contradição real.
Uma Contradição Real:
Jeni diz: “Nessa manhã, no meu caminho até a escola, eu vi um carro azul atropelar uma vaca”.
Roberto diz: “Eu vi o mesmo acidente. Tinha apenas um carro e um animal, mas o carro era vermelho, não azul; e atropelou um cavalo, não uma vaca”.
Essa é uma contradição real. As duas histórias não podem ser verdadeiras. Pelo menos uma delas é falsa.
Uma Suposta Contradição nos Evangelhos
Vamos olhar um exemplo dos evangelhos. Mateus menciona um anjo no sepulcro de Jesus; Lucas diz que havia dois.
► Essa é uma contradição aparente ou real? Explique sua resposta.
Essa é uma contradição absoluta? Não. Mateus não diz que havia “apenas um anjo” no sepulcro; ele simplesmente menciona um. É completamente possível que Mateus tenha mencionado apenas um anjo, enquanto Lucas (um historiador que amava detalhes) tenha mencionado os dois anjos que estavam lá.[1]
Depois de 2.000 anos de estudos, nenhum cético provou uma contradição absoluta na Bíblia. Na verdade, quanto mais aprendemos sobre ciência, história e Bíblia, mais os supostos problemas na Bíblia são resolvidos. A lista de contradições aparentes diminui.
O teste da evidência interna olha para a escrita em si para determinar se o autor foi honesto e competente. O teste da evidência externa olha para informações de fora que corroboram o documento. No caso do Novo Testamento, esse teste pergunta: “Quais evidências, fora das Escrituras, existem sobre a verdade do Novo Testamento?”
Evidências Corroborativas de Outros Antigos Escritores Cristãos
Antigos líderes cristãos basearam sua fé na verdade dos evangelhos. Como os apóstolos, esses primeiros cristãos arriscaram suas vidas por causa da fé.
Pápias de Hierápolis foi um conhecido do apóstolo João. Ele escreveu que João testificou que o evangelho de Marcos era baseado nas memórias de Simão Pedro sobre a vida e o ministério de Jesus. Isso é evidência externa de que o evangelho de Marcos registra um relato de uma testemunha ocular do ministério de Jesus.
Irineu nasceu por volta do ano 125 d.C., menos de quarenta anos depois de João escrever o seu evangelho. Irineu escreveu:
O solo onde esses evangelhos estão é tão firme, que até mesmo os hereges testemunham sobre eles, e, a partir desses documentos, cada um deles, se esforça para estabelecer sua própria doutrina.
De acordo com Irineu, até mesmo os hereges da igreja primitiva respeitavam os registros dos evangelhos. Eles deveriam ser documentos considerados extremamente confiáveis.
Evidências Corroborativas de Fontes Não Cristãs
O que saberíamos sobre Jesus e o início do cristianismo se não tivéssemos a Bíblia? A evidência externa olha para fontes não cristãs que confirmam os registros do Novo Testamento.
Referências históricas de não cristãos confirmam grande parte do Novo Testamento. Incluem-se:
Uma carta de Plínio, o Jovem, governador da Bitínia, para o Imperador Trajano do ano 112 d.C.
Os escritos de Josefo, um historiador judeu.
Tácito, um senador e historiador romano.
Luciano de Antioquia, um escritor grego do segundo século.
Suetónio, um historiador romano.
O Talmude, comentários judeus sobre a lei de Moisés.
Essas fontes não-cristãs confirmam muitos aspectos dos relatos do Novo Testamento:
Jesus foi crucificado na Páscoa, sob a autoridade de Pôncio Pilatos (Tácito, Josefo, Talmude).
Os discípulos creram que Ele ressuscitou dos mortos três dias depois (Josefo).
Os líderes judeus acusaram Jesus de praticar magia (Talmude).[1]
O cristianismo se espalhou por Roma (Tácito, Suetónio).
Nero e outros governadores romanos perseguiram e martirizaram os primeiros cristãos (Tácito).
Os cristãos negaram o politeísmo, viveram de acordo com o ensinamento de Cristo e adoraram a Cristo (Plínio, Luciano de Antioquia).
Sabemos dessas coisas citadas acima a partir da história secular e da história judaica. Isso provê confirmação externa de que o Novo Testamento é historicamente correto.
Evidências Corroborativas da Arqueologia
A arqueologia é uma fonte valiosa de evidência externa. Desde o século dezenove, os arqueólogos têm sido capazes de encontrar muitos dos locais mencionados no Novo Testamento. Repetidamente, o estudo deles foi exatamente ao encontro do registro do Novo Testamento.

William Ramsay (1851-1939)[1] foi um dos arqueólogos mais respeitados do início do século vinte. Ele estudou com os maiores estudiosos do seu tempo em Aberdeen e Oxford. Já que seus professores não aceitavam a verdade da Bíblia, William presumiu que a Bíblia era inútil como um documento histórico.
Mais tarde, William foi à Grécia e à Ásia Menor para estudar o mundo antigo. No começo, ele nem leu o que a Bíblia dizia sobre essa terra, porque presumiu que não fosse confiável. Porém, quando finalmente começou a estudar os escritos de Lucas, ficou maravilhado com a exatidão deles.
Pelo resto da vida de William, ele estudou Atos e as cartas de Paulo. Quando começou seus estudos, muitas das cidades mencionadas em Atos eram desconhecidas. Entretanto, William se convenceu de que Atos é um registro confiável sobre o mundo antigo. Então, William Ramsay escreveu livros sobre a história e a geografia da Ásia Menor, sobre as viagens de Paulo e de muitos outros assuntos. Esse brilhante arqueólogo aprendeu que o Novo Testamento é confiável.
Exposição 1: A Confiabilidade dos Escritos de Lucas
William Ramsay usou os escritos de Lucas para estudar a geografia da Ásia Menor. Ele descobriu que Lucas era inigualável em seu conhecimento sobre história e geografia. Por exemplo, Lucas menciona cerca de trinta e dois países, cinquenta e quatro cidades e nove ilhas. Em todos os casos que William estudou, descobriu que o relato de Lucas estava correto.
Exposição 2: A Cadeira de Juiz de Pilatos
João 19:13 faz referência a uma cadeira de juiz onde Pilatos sentou-se enquanto julgava Jesus.
Ao ouvir isso, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se na cadeira de juiz, num lugar conhecido como Pavimento de Pedra (que em aramaico é Gábata).
Por muitos anos, críticos liberais chamaram essa história de mito. Porém, arqueólogos encontraram esse pavimento, que pode ser visto pelos visitantes em Jerusalém. Quando o General romano Tito destruiu Jerusalém, ele construiu quartéis acima do pavimento. Quando esses quartéis desmoronaram, outros prédios foram construídos. O pavimento desapareceu. Antigos arqueólogos escavaram até os quartéis, mas não foram mais fundo. Durante os anos de 1970, arqueólogos escavaram debaixo dos quartéis e descobriram o pavimento. Foi comprovada a existência desse lugar citado no Novo Testamento.
Exposição 3: O Tanque de Betesda
João 5 faz referência ao tanque de Betesda, com cinco entradas. Novamente, tendo em vista que não havia registros nas fontes judaicas e seculares, céticos diziam que era um mito. Em 1888, arqueólogos encontraram o tanque enquanto escavavam cerca de doze metros (quarenta pés) próximo à Igreja de Santa Ana. O tanque tinha cinco entradas, assim como João disse.
O Novo Testamento é historicamente confiável. Não precisamos temer que arqueólogos desacreditem a Bíblia. Quando eles escavam, encontram crescentes evidências que sustentam a verdade da Bíblia.
Jia mostrou a Lee cada um desses testes sobre a solidez do Novo Testamento. Ela mostrou que o teste bibliográfico confirma que o Novo Testamento que temos hoje ensina a mesma doutrina ensinada nos manuscritos originais. Ela mostrou que os testes de evidência interna e externa confirmam a confiabilidade do Novo Testamento.
“Lee”, Jia concluiu, “Você pode escolher acreditar nas reivindicações do Novo Testamento ou pode escolher rejeitá-las. Porém, você não pode negar que o Novo Testamento é um documento histórico confiável. Há muito mais evidências da verdade do Novo Testamento do que de qualquer outro documento do mundo antigo, tanto ocidental quando chinês. O Novo Testamento é um documento histórico digno de confiança”.
(1) Apologética e a Cabeça: Você começará a próxima aula com um teste. Estude cuidadosamente essas questões em preparação para o teste.
(2) Apologética e o Coração: A confiabilidade da Bíblia é mais do que um estudo acadêmico. Alegramo-nos em poder confiar na Palavra de Deus para revelar a vontade de Deus para nós. Em 2 Timóteo 3:16, Paulo nos diz que a Palavra de Deus é “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça”. Agora que você estudou sobre a confiabilidade da Palavra de Deus, peça a Deus que fale com você através de Sua Palavra. Na próxima semana, permita que Deus lhe mostre:
Ensino: para melhor entender a verdade;
Repreensão: para guiar sua caminhada cristã;
Correção: para se tornar mais como Cristo;
Instrução: para uma vida justa.
(3) Apologética e as Mãos: Ao final da lição 5, você pediu a um não cristão para compartilhar sobre os blocos que sustentam a fé cristã. Converse com essa pessoa novamente e compartilhe as informações que aprendeu nesta lição. Se ela ouviu sobre contradições na Bíblia, pergunte quais são. Mostre um exemplo de uma contradição aparente que foi resolvida. Relate na próxima aula como foi a sua conversa.
(1) Responda a seguinte objeção: “O Novo Testamento foi escrito entre 100 e 200 anos depois da vida de Cristo. Muitas das histórias no Novo Testamento são mitos”. Dê, pelo menos, três evidências que sustentam sua resposta.
(2) O que o teste bibliográfico procura mostrar quando aplicado em um documento antigo?
(3) Liste três aspectos do teste bibliográfico sobre a confiabilidade do Novo Testamento.
(4) Algumas pessoas dizem: “Não podemos confiar em nossas cópias do Novo Testamento porque existe muito tempo entre os manuscritos originais e nossas cópias mais antigas existentes”. Como o aspecto do lapso temporal do teste bibliográfico responde essa objeção?
(5) Responda a seguinte objeção: “Mesmo que exista um tempo curto entre os originais e as primeiras cópias, existem muitas diferenças entre os manuscritos existentes do Novo Testamento para que saibamos o que estava no original. Temos muitos manuscritos conflitantes”.
(6) Responda às objeções a seguir: “Não podemos confiar que os autores do Novo Testamento tenham registrado de modo exato os eventos que aconteceram. Eles não são testemunhas confiáveis”.
(7) Liste três razões pelas quais o Novo Testamento passa no teste da evidência interna.
(8) O que é o Princípio da Não-contradição?
(9) Alguém poderia demonstrar uma violação genuína do Princípio da Não-contradição nas Escrituras?
(10) Liste três linhas de evidência que ajudam o Novo Testamento a passar no teste de evidência externa.
(11) Nomeie duas descobertas arqueológicas que sustentam a exatidão história do Novo Testamento.
(12) Escreva 2 Timóteo 3:16-17, de memória.
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Introdução
Introdução à Apologética
Lesson 1
Equívocos Sobre Apologética
Lesson 2
Existe um Deus?
Lesson 3
Apologética da Criação
Lesson 4
O Argumento Geral da Fé Cristã
Lesson 5
A Confiabilidade do Novo Testamento
Lesson 6
Profecia Messiânica e a Ressurreição
Lesson 7
A Afirmação de Jesus sobre Ser Deus
Lesson 8
A Singularidade do Cristianismo em um Mundo de Religiões
Lesson 9
Fontes Recomendadas
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