Introdução às Escrituras Apocalípticas
As escrituras apocalípticas lidam com o desafio de manter a fé apesar do mal e da injustiça no mundo. Elas descrevem o tempo quando Deus irá repentinamente intervir no mundo, punindo o mal e ajudando o Seu povo.[1]
Um termo que é frequentemente usado para o tempo da intervenção final de Deus é o dia do Senhor. Algumas das passagens do Antigo Testamento descrevem o dia do Senhor como o tempo em que as nações gentias serão punidas pelo seu tratamento em relação a Israel.[2] Muitos judeus começaram a presumir que, como judeus, eles não precisavam temer o julgamento de Deus. Os profetas tentaram mostrar que se fossem pecadores, eles seriam julgados (Sofonias 1:12, Amós 5:18-27) e não seriam poupados simplesmente por serem judeus, mas essa presunção permaneceu.
Foi difícil para os judeus aceitaram o fato de que eles precisavam ser salvos. Por exemplo, o batismo foi uma cerimônia que eles usaram para trazer os gentios ao judaísmo. Eles não batizavam os judeus. João Batista os batizou e sua prática ofendeu alguns judeus que pensavam que não precisavam do batismo ou do arrependimento. Eles pensavam que eram favorecidos por Deus porque eram filhos de Abraão (Mateus 3:9).
No livro de Romanos, Paulo se referiu ao dia da ira (2:5) e ao dia em que Deus irá julgar (2:16). Essas referências seguem o tema do capítulo 1:16-18: o evangelho é a salvação da ira de Deus. No capítulo 2:2-3 ele surpreende os judeus hipócritas com o fato de que eles também têm razões para temer o dia do Senhor. Até mesmo os judeus precisam de salvação.